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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Polêmica - Presidente do CFM diz que médicos cubanos querem "catequizar" pobres para o PT e promete reagir com "desrespeito" ao programa "Mais Médicos".



Contrário à aprovação do programa Mais Médicos, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D´Ávila, admitiu nesta quinta-feira (8) que os médicos vão fazer "campanha" nos consultórios e hospitais contra a proposta do governo. 

Os médicos vão entregar folhetos e orientar os pacientes, segundo D´Ávila, contra uma medida que atende a "interesses que serão consolidados em 2014",-- numa referência à possibilidade de o programa beneficiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. -  "A cada paciente que atendermos, vamos entregar um folheto, vamos orientar, dizer que não é assim que se faz saúde, que isso é fruto apenas de uma maquiagem, ilusionismo para atender interesses que serão consolidados --não espero que aconteça isso-- mas serão consolidados em 2014", afirmou. O presidente do conselho disse que o programa é uma "farsa" e um "engodo" porque os reais problemas da saúde pública brasileira não envolvem a falta de médicos. "Não faltam médicos no Brasil. Falta infraestrutura, falta carreira de Estado, falta respeito à população e a todos os profissionais de saúde", afirmou. 

 D´Ávila disse ainda  que o governo defende a vinda de médicos cubanos no programa Mais Médicos para "catequizar o povo mais carente e vulnerável do Brasil" --já que o governo de Cuba tem "ligações ideológicas" com o PT, partido da presidente Dilma. 

- "Não estamos nos defendendo corporativamente, não temos medo de concorrência. O que não gostamos é de ver farsas enganando a população visando interesses pessoais", afirmou. 

 O presidente do CFM descartou, por quanto, a paralisação dos médicos contra a aprovação da MP. Mas disse que a ideia não está "descartada" se a categoria não for tratada com "respeito" pelo governo. "Vai depender da maneira que seremos combatidos e desrespeitados. Ao desrespeito, vamos reagir com desrespeito também."

Entidades médicas entregaram hoje ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), um abaixo-assinado com 42 mil assinaturas contra a aprovação da medida provisória que institui o programa Mais Médicos. Renan prometeu analisar o pedido durante a votação da medida no Senado. 

 O presidente da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), Geraldo Ferreira, disse que alguns pontos da medida provisória podem ser "uteis" para a sociedade, especialmente no que diz respeito ao envio de médicos para o interior. A Fenam, no entanto, também defende a manutenção da necessidade de revalidação do diploma para atuação no país --medida descartada pelo Mais Médicos. "A medida em si com o intuito de levar para o interior, para os lugares onde não existem médicos, é nobre e isso precisa ser aproveitado, dentro das regras da lei", afirmou. 

 O programa Mais Médicos pretende fixar médicos, brasileiros ou estrangeiros, na rede pública de saúde de municípios do interior e periferias das grandes cidades. Também quer ampliar o curso de medicina em dois anos --proposta já flexibilizada pelo próprio governo frente a uma avalanche de críticas. O governo admite que a MP terá mudanças ao longo de sua tramitação no Congresso. Dilma fez um apelo aos líderes governistas da Câmara e do Senado para que aprovem a matéria, mas há resistências especialmente da bancada de médicos. Os médicos passaram o dia mobilizados no Congresso Nacional, combatendo a MP do Mais Médicos e os vetos feito pelo Palácio do Planalto à lei do "Ato Médico".

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