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quarta-feira, 27 de março de 2013

Prefeitura apresenta laudo técnico sobre situação do Engenhão.


A Prefeitura do Rio apresentou nesta quarta-feira (27/03) os laudos técnicos que levaram à interdição do Estádio Olímpico João Havelange, no Engenho de Dentro. 

Em entrevista coletiva, os presidentes da Riourbe, Armando Queiroga, e do Consórcio Engenhão, Marcos Vidigal, explicaram as falhas estruturais na cobertura metálica do Engenhão e os riscos oferecidos aos frequentadores do estádio. O problema está nos arcos Leste e Oeste da cobertura metálica, que tiveram um deslocamento 50% maior que o previsto e apresentam riscos em condições de alta velocidade de vento. Desde 2007, quando o estádio foi finalizado, o Consórcio Engenhão – formado pelas construtoras Odebrecht e OAS -, em conjunto com a empresa projetista Alpha e a certificadora de projeto Tal Projecto (TAL), vem acompanhando o comportamento da cobertura metálica. 

Foram apresentados laudos de acompanhamento dos anos de 2007, 2009, 2010 e 2013. Este ano, após receber laudos das empresas Alpha e TAL, o consórcio solicitou um parecer à empresa alemã SBP (Schlaich Bergerman und Partener), uma das maiores especialistas do mundo em projeto de coberturas de estádios, como uma terceira opinião. 

A SBP concluiu, de forma definitiva, que a estrutura deverá passar por intervenções preventivas, visando restabelecer os níveis de segurança. Na terça-feira ( 26/03), o consórcio enviou um relatório à Prefeitutra do Rio, aconselhando a interdição do Estádio. - Concluímos a montagem da estrutura do estádio em 2007 e sabíamos que tinha uma previsão de deslocamento da cobertura. Mas esse deslocamento foi superior ao previsto e, desde então, tem sido motivo de investigação. Chegamos inclusive a procurar a SBP, que é uma empresa reconhecida mundialmente, e só agora chegamos a essa conclusão, de que há riscos. E, com base nessa informação, recomendamos a interdição do estádio. O prefeito, de forma correta, tomou providência de fechar o Engenhão para que possamos procurar a melhor solução – disse Vidigal. 

 A Riourbe trabalha em conjunto com o Consórcio Engenhão para estudar a melhor medida a ser tomada, no menor prazo possível, para que o estádio seja reaberto em breve. 

O presidente da empresa, Armando Queiroga, destacou que a segurança da população é prioridade: - Nosso trabalho agora é trabalhar arduamente para decidir quais soluções de engenharia serão adotadas para resolver o problema na cobertura do estádio. Vamos trabalhar em conjunto para a melhor solução, mas nosso foco hoje é a segurança. Vamos no esforçar ao máximo.

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