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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sindipetro Caxias denuncia - Gerentes da REDUC insistem em não pagar horas extras.



Embora a Gerência Geral da REDUC insista junto ao Sindipetro Caxias que hora extra realizada pelo trabalhador é hora extra paga, alguns gerentes insistem em descumprir a ordem e não pagar as horas extras dos trabalhadores. 

 A gestão das horas extras, ou seja, a autorização para sua realização é dos gerentes, mas uma vez realizadas têm que ser pagas. O Sindicato descobriu ainda que alguns gerentes vêm fraudando o controle de ponto dos trabalhadores, não codificando ou inserindo códigos falsos nas horas extras e, até mesmo, apagando os registros. 

Há a existência de provas de que isso está ocorrendo. O não pagamento das horas extras realizadas viola a legislação trabalhista e a alteração do controle de ponto dos trabalhadores constitui crime de frustração, mediante fraude, de direito assegurado pela legislação trabalhista, conforme artigo 203 do Código Penal, com pena que varia de 1 a 2 anos de detenção, além do pagamento de multa. O Sindipetro Caxias solicita aos trabalhadores que têm horas extras acumuladas e não pagas e o controle de ponto alterado por seu gerente que enviem mensagem eletrônica para luisalberto@sindipetrocaxias.org.br . 

Acidente de trabalho vitima mais um trabalhador na REDUC - No último dia 29 de outubro, um trabalhador da empresa Estrutural se acidentou na Reduc quando planejava a tarefa recebida de troca de trecho de uma linha de vapor que estava furada. Ao se aproximar do local, o solo cedeu e sua perna entrou em um poço de condensado. O vazamento de vapor tinha preparado uma armadilha, pois a pressão esculpiu um buraco sob o solo com um pequeno reservatório de condensado muito quente. O solo não resistiu ao peso do trabalhador, que acabou com uma das pernas presa no buraco, sofrendo queimaduras de primeiro e segundo graus. 

O trabalhador acidentado foi socorrido na enfermaria da própria empreiteira e, depois, levado ao Setor de Saúde Ocupacional da refinaria. Após a realização de curativo, foi encaminhado para casa. Começava aí sua via crucis. Durante três dias, o trabalhador ficou em sua casa, onde não existia nenhum recurso para o tratamento, sendo acompanhada por um médico da terceirizada que não se preocupou com o sofrimento do trabalhador e “não percebeu” a evolução da queimadura que começava a comprometer o sistema circulatório de sua perna. 

Não agüentando mais a dor e o sofrimento, no quarto dia a vítima procurou socorro no Hospital do Andaraí, sendo atendido de uma forma bastante dura. Naquele momento, a vítima foi alertada de que a falta de tratamento poderia comprometer sua perna. No hospital foram feitos novos curativos, sem nenhuma anestesia. 

O acidentado relatou que gritava igual a um animal, pois a dor era infernal durante o curativo. Após o procedimento retornou para sua casa. No quinto dia, a vítima continuou se sentindo mal e procurou um hospital credenciado pelo seu plano de saúde, sendo internado na Clínica Santa Branca, em Duque de Caxias. Na segunda-feira, 5, um trabalhador da Reduc entrou em contato com o Sindipetro Caxias falando que o trabalhador acidentado teve um agravo à saúde e estava internado. Prontamente, a direção do Sindicato compareceu à clínica e constatou real a situação do acidentado, iniciando uma operação de resgate com a refinaria. Com apoio do Gerente de Saúde Ocupacional, no mesmo dia a vítima foi transferida para o Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG), aonde vem recebendo os cuidados adequados para o tratamento da queimadura. 

A coordenação do Sindipetro Caxias espera que o trabalhador se restabeleça e retorne com saúde para sua casa e sua família. Diante de tais fatos, o Sindicato solicitou à gerência da Reduc, conforme ACT, a formação de um Grupo de Trabalho para analisar o acidente e a forma de atendimento e apoio às vítimas de acidente de trabalho em suas instalações. O GT ainda não apresentou suas conclusões.

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