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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Policia Civil e Ministério Público deflagram ação contra milícias e prende até falso pastor pentecostal.


Pelo menos , entre dez e treze pessoas foram presas numa ação batizada de "Operação Pandora II", deflagrada na manhã desta quinta-feira, para prender 13 integrantes de uma milícia que age em cinco bairros da Zona Oeste do Rio. O bando é acusado de uma série de crimes como agiotagem, extorsões, ameaças, comércio ilegal de combustíveis, além da exploração de transporte alternativo, de máquinas caça-níqueis e cobrança irregular de “taxa de segurança”. A ação foi deflagrada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE)da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP)
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Segundo apontam investigações ,a agiotagem era uma das atividades mais rentáveis deste ramo da quadrilha, que chegava a cobrar 30% de juros ao mês das vítimas, com ameaças violentas a quem atrasasse o pagamento. O falso pastor pentecostal Dijanio Aires Diniz, de acordo com investigações, era um dos mais atuantes agiotas do grupo, e utilizava as dependências da Igreja Pentecostal Deus é a Luz, em Campo Grande, como escritório de empréstimos e cobranças. Ele chefiava, em conjunto com o ex-policial militar Carlos Henrique Garcia Ramos, conhecido como “Henrique”, uma vasta rede de agiotas. Sendo um dos principais alvos da operação , o falso pastor pentecostal , segundo as investigações é o chefe do bando. Apelidado de "Pastor" pelos cúmplices, ele, segundo o MP, usava as dependências da "Igreja Pentecostal Deus é a Luz", em Campo Grande, como escritório do crime, fazendo empréstimos e cobranças no local. 

A taxa de juros cobrada pelo dinheiro emprestado chegava a 30% ao mês. Um livro de Direito Tributário com fundo falso foi encontrado no templo. Dijanio estregou-se na Draco. 

Outra peça-chave na quadrilha é o ex-policial militar Carlos Henrique Garcia Ramos. Ele é conhecido pela truculência e foi preso em flagrante, em maio deste ano, quando extorquia R$ 120 mil de uma das vítimas. Luciano Alves da Silva, o Cobra, e Célio Alves Palma Junior ajudaram o ex-PM nessa cobrança. Henrique agia junto com Pastor. A violência usada pelo ex-PM e pelo religioso consta num trecho da denúncia feita pelo Gaeco. 

Em junho do ano passado, Pastor ameaçou violentamente um homem que pegou R$ 50 mil emprestados. A vítima foi ao templo informar que atrasaria o pagamento apenas daquele mês, porque passava por dificuldades financeiras. Flagrado numa escuta telefônica, o religioso respondeu: - "Agora que você sabe de quem é o dinheiro, dá seu jeito. Henrique não perdoa." 

No organograma da quadrilha, que agia em Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Paciênca e Santíssimo, o ex-policial militar José Luis Cordeiro Cavalcante da Silva, o Bolt, também integrava o núcleo de agiotagem. Ele era sendo subordinado a Pastor e vendia armas. Numa escuta, é possível constatar que Bolt tinha medo de Pastor. O ex-PM disse que não havia conseguido receber uma dívida e revelou ter medo de ser morto pelo religioso. 

De acordo com a denúncia, Elber Meireles Pessanha, o Elbinho, era responsável por adulterar combustível e deppis vendê-lo. Para isso, usava suas empresas - E.Mereiles Pessanha e Deneza Agroindustrial Ltda, ambas em Campos, no Norte Fluminense - como fachada. Já Cléber Oliveira da Silva era o braço direito de Elber e responsável pela compra de lacres e cabos de aço utilizados no esquema de venda de combustível adulterado e também da confecção das notas fiscais falsas. Ele contava com a ajuda do primo Leandro José de Freitas da Silva, o Bomba, que também negociava armas e munição para o bando. Os outros denunciados são André Marcelo Botti de Andrade, o Botti; Aline Barbosa da Silva; Antonio Claudino Ribeiro Blanco; Rhuan Claudius Martins Blanco; e José Ribamar Gomes Passos.

Até o momento, pelo menos 11 dos 13 procurados já estão presos. Foram apreendidos um caminhão com combustível supostamente adulterado, cinco carros importados, três armas, munição de uso restrito, um disco rígido de computador (HD), cerca de R$ 5 mil e vários com putadores e documentos. Ainda estão sendo procurados André Marcelo Botti de Andrade, o “Botti,” e Cléber Oliveira da Silva. 

DRACO investiga ainda , ameaça de milicianos e bandidos a motoristas de vans - A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Daco) está investigando a denúncia de que membros da cooperativa Rio da Prata estão sofrendo ameaças de integrantes da milícia comandada pelo ex-PM Toni Ângelo, sendo impedidos de circular por Campo Grande, Cosmos, Sepetiba e Santa Cruz. 

Eles seriam obrigados a pagar um taxa de R$ 350 por semana para poder explorar o serviço. Um representante da cooperativa esteve nesta terça-feira na delegacia para prestar depoimento. "- Já instaurei inquérito e minha equipe está realizando diligências na tentativa de capturar esses criminosos. Pedimos que toda e qualquer informação sobre o paradeiro do miliciano Toni Ângelo seja informado ao Disque-Denúncia (2253-1177) e à própria Draco. Pessoas que tiverem informações relevantes sobre as quadrilhas de milícias podem nos procurar aqui na delegacia" - pediu Alexandre Capote, delegado titular da Draco. 

Na última sexta-feira, representantes da cooperativa estiveram pessoalmente na secretaria de Segurança Pública para fazer a denúncia, que deu origem à investigação. Eles foram também à prefeitura, a duas delegacias - 34ª DP e 35ª DP - e ao Ministério Público, que já enviou os relatos para uma promotoria crimimal. "- Procuramos vários órgãos de segurança para denunciar o que estamos enfrentando" - relatou o diretor financeiro da Rio da Prata, Jayme de Souza. 

Para tentar ajudar na captura de Toni Ângelo, a cooperativa espalhou pela Avenida Brasil e em Bangu cartazes para incentivar que a população denuncie o miliciano. Com o símbolo dos paramilitares, uma das faixas diz, informando a seguir o telefone do Disque-Denúncia: "Milícia ameaça testemunhas". Em outra, eles fazem um apelo: “O transporte alternativo pede paz”. 

Ainda de acordo com Jayme de Souza, as ameaças são motivadas pelas denúncias feitas por associados da cooperativa contra Toni Ângelo. - "Desde 2007, estamos denunciando. Nas ameaças, eles deixaram claro que para que parassemos com as acusações" - disse Jayme. 

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