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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Falha mecânica é apontada como principal hipótese da tragédia com ônibus da 1001 na serra.



Uma falha mecânica de perda dos freios é apontada  como sendo a principal hipótese para o acidente com um ônibus da Auto Viação 1001, que, na tarde desta última segunda-feira( 22/10/2013), saiu da pista da BR-116 (Rio-Teresópolis), entre os municípios de Teresópolis e Guapimirim, batendo violentamente contra várias árvores, deixando um saldo de pelo menos 11 mortos e 19 feridos. 

Paulo Sergio da Luz, chefe da 4ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, investiga também a possibilidade de o motorista do ônibus, que fazia a linha Itaperuna-Rio, ter passado mal. Segundo relatos de outros motoristas, ele piscava os faróis ao descer o trecho, numa tentativa de alertar sobre o problema. Policiais afirmaram que, momentos antes do acidente, um agente que estava no coletivo chegou a ligar para um posto da PRF para informar que o veículo estava sem freios. 

Morador de uma casa próxima ao local do acidente, Leandro Passareli, que ajudou os bombeiros a resgatar as vítimas quebrando as janelas do ônibus, também ouviu relatos de que o veículo estaria sem freio: — O motorista de um carro que vinha à frente contou que o ônibus descia piscando os faróis, numa tentativa de avisar sobre o problema e evitar uma tragédia maior. Nunca vi nada parecido, parecia uma explosão — disse Leandro. 

A técnica de enfermagem Sônia Maria Rodrigues estava indo para Teresópolis de carro com o marido quando o ônibus desgovernado invadiu a pista de subida e acabou se chocando com a lateral de seu veículo: — Ele bateu na gente e entrou direto no mato. Foi um susto terrível, mas, na hora, ficamos sem saber o que tinha acontecido. O acidente ocorreu por volta das 14h30m, na altura do Km 102 da Rio-Teresópolis. A sete quilômetros dali, o ônibus chegou a parar num trecho em que o tráfego estava em sistema de pare e siga, o que demonstra que, até então, os freios funcionavam. 

De acordo com a PRF, o registro do tacógrafo do ônibus marcava 80km/h no momento do acidente — o limite de velocidade no trecho é de 60km/h. A força do impacto da queda derrubou árvores. Dois corpos chegaram a ser lançados pela janela do coletivo. Os corpos foram levados para o IML do Centro do Rio, onde será feita a identificação. 

Além do motorista Eduardo Fernandes, outro condutor da empresa também estava no veículo. Os dois morreram no acidente. A assessoria de imprensa da Auto Viação 1001 informou que o ônibus saiu de Itaperuna às 9h, com destino à Rodoviária Novo Rio e previsão de chegada para as 16h. 

O veículo deixou a cidade do Noroeste Fluminense com 29 passageiros, mas é possível que mais pessoas tenham embarcado e desembarcado ao longo do trajeto. A Auto Viação 1001 disse estar prestando auxílio às famílias e que disponibilizou os telefones 0800 941 3334, (11) 5060-5610 e (11) 5069-1177 para informações sobre o estado de saúde dos internados. A empresa disse que vai apurar as causas do acidente. 

Segundo os bombeiros, a área onde ocorreu o acidente é de difícil acesso. Dois helicópteros foram utilizados no trabalho. Equipes de quatro quartéis do Corpo de Bombeiros prestaram socorro às vítimas com o apoio de agentes da Polícia Rodoviária Federal, da Defesa Civil de Guapimirim e de equipes da concessionária CRT. O ônibus foi retirado do barranco em que caiu, por volta das 3h30min da manhã desta terça-feira. 

A pista que da BR que estava interditada foi liberada 20 minutos depois, após ser limpa. O prefeito de Itaperuna, Fernando da Silva Fernandes, vai decretar luto oficial de cinco dias na cidade, de cerca de cem mil habitantes, no Noroeste fluminense. — No ônibus havia um grupo grande de moradores de Itaperuna. Nossa cidade é praticamente uma cidade universitária, com três grandes universidades, onde há cursos de Direito e Medicina. É uma tragédia — afirmou o prefeito.

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