Início Fotos Orkut TV Blog Fale Conosco Cadastre-se

sábado, 14 de julho de 2012

Governo propõe até R$ 17 mil de salário para os professores do magistério superior.



O Ministério do Planejamento propôs ontem a professores das universidades e das instituições federais de ensino, em greve, novo plano de carreira para as classes. A proposta prevê reajuste de até 45%, para docentes com doutorado e com dedicação exclusiva, em três anos, a partir de 2013. 

O aumento custará R$3,9 bilhões aos cofres públicos. O objetivo do governo é acabar com a greve da categoria que completa hoje 60 dias e atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos de educação tecnológica. No Rio de Janeiro, UFRJ, UFF, Unirio e UFRRJ estão sem aulas, além do Cefet-RJ e do Colégio Pedro II. A proposta do governo reduz de 17 para 13 os níveis da carreira. 

O salário inicial do professor com doutorado e com dedicação exclusiva vai passar de R$ 7.627,02 para R$ 8,4 mil. Neste caso, o atrativo está na forma de ingresso do docente na carreira. Atualmente, ele começa como professor adjunto Nível 1 e, com a alteração, o docente receberá R$ 8,4 mil já no primeiro nível de carreira, como professor auxiliar 1. Os salários dos professores já ingressados na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva vão subir de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil. Ao longo dos próximos três anos, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva será reajustada de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil. 

Logo que a presidenta Dilma Rousseff sancionar a medida provisória que reajusta o salário de 924 mil servidores federais, o vencimento do professor titular com dedicação exclusiva será alterado de R$ 11,8 mil para R$ 12,2 mil retroativo a março. Para os docentes dos institutos, haverá novo processo de certificação do conhecimento tecnológico e experiência acumulados na atividade. 

Docentes afirmam que proposta do governo tem problemas - A proposta apresentada pelo governo federal nesta sexta-feira (13) para os professores das universidades e institutos federais, categoria que está em greve há quase dois meses, "frustrou" as lideranças das entidades sindicais. 

-"A proposta tem problemas muito sérios", afirmou Eduardo Rolim, presidente da Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior). Uma das críticas à proposta, que prevê aumento salarial para todos os docentes e mudanças no plano de carreira, é que privilegia mais quem está no topo da carreira. -"Os doutores-titulares são minoria na categoria. Quem é mestre ou não tem titulação sai prejudicado, até porque muitos não têm condições de obter titulação", disse Marinalva Oliveira, presidente do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior). 

 O governo propõe reajuste de 16% a 45,1% para os professores em três anos -o percentual varia conforme a titulação e o regime de dedicação (parcial, integral ou exclusiva). Esses percentuais já levam em conta os 4% concedidos por meio de uma medida provisória recente e que são retroativos a março deste ano. 

 O problema, segundo o Andes, é que só 7% dos professores das universidades federais se encaixam na categoria máxima, que é a de professor titular e dedicação exclusiva, para receber os 45,1% de aumento. A proposta, que ainda será encaminhada como projeto de lei para aprovação no Congresso, reduz de 17 para 13 os níveis de carreira, uma das reivindicações do movimento grevista. 

No entanto, de acordo com Marinalva, não está claro quais serão os critérios de progressão de carreira. 

Veja como ficaram as tabelas em: 


http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/noticias/srh/2012/120713_intitutos_tabela.pdf 


http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/noticias/srh/2012/120713_superior_tabela.pdf

Nenhum comentário:

Postar um comentário