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sábado, 21 de julho de 2012

Após duras criticas, Ciro Nogueira volta atrás na decisão de demitir "assessora furacão" da CPI.



O senador Ciro Nogueira (PP-PI), chefe da assessora parlamentar Denise Leitão Rocha, decidiu repensar a demissão da advogada, após a repercussão negativa do anúncio que fez na última quarta-feira. 

Antes, Nogueira havia decidido que sua saída seria somente após as férias que ela está tirando. Agora, no entanto, Ciro diz que ainda vai se decidir. Assessores do parlamentar já o haviam advertido na ocasião sobre o risco de a demissão ser interpretada como um ato preconceituoso. 

Ontem, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Domingos Dutra (PT-MA), havia criticado o desligamento da assessora. 

- "Se fosse um homem, será que a reação da sociedade, do senador e da mídia seriam a mesma? Eu acho que não. Foi uma decisão apressada que só reforça o preconceito existente hoje sobre a mulher, que ainda é muito forte no país. Esse caso a marcará para o resto da vida "- analisou o deputado petista, em entrevista a reportagem do jornal "EXTRA".

A demissão seria dentro da lei, porque o cargo que Denise ocupa é comissionado. 

De acordo com o Senado, a exemplo da livre nomeação, existe livre demissão para uma função comissionada. 

 Decisão de demitir Denise foi alvo de pesadas criticas na câmara e no senado - Depois de receber manifestações de apoio e solidariedade de internautas, Denise Leitão Rocha, o Furacão da CPI, começa a provocar manifestações de apoio de ativistas femininas e até de integrantes do próprio Congresso. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Domingos Dutra (PT-MA) vê uma boa dose de preconceito no caso da advogada, demitida do gabinete do senador Ciro Nogueira (PP-PI) por aparecer fazendo sexo num video na internet. 

Na opinião do parlamentar petista, Denise "pagou o pato" pelo machismo que impera na sociedade brasileira. - "Se fosse um homem, será que a reação da sociedade, do senador e da mídia seriam a mesma? Eu acho que não "- analisa o deputado. 

Para Domingos Dutra, a exoneração da advogada teria sido precipitada, a reboque da repercussão nas redes sociais e na imprensa: -" Não vou entar no mérito que levou o senador a demiti-la, mas foi uma decisão apressada que só reforça o preconceito existente hoje sobre a mulher, que ainda é muito forte no país. Esse caso a marcará para o resto da vida. Certamente, ela terá dificuldades para arranjar um namorado, um emprego, circular em seus meios sociais". 

- "Esse é mais um sinal de como a nossa sociedade é machista. Se fosse um homem, seria enaltecido como um garanhão. Como é mulher, julgam-na como piranha" - critica Rogéria Peixinho, coordenadora regional da Articulação de Mulheres Brasileiras, movimento nacional que luta pelos direitos femininos. 

De acordo com ela, o Congresso Nacional atuou como um "reflexo desse preconceito tupiniquim". 

- "Ela foi uma vítima do vazamento desse vídeo e a repercussão chegou a esse ponto porque ela é mulher. O Congresso é muito retrógrado, a ver pela quantidade de mulheres e negros eleitos."

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