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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rio +20: Raul Castro acusa países ricos de falta de vontade política para reduzir poluição.


Em discurso na reunião plenária desta quinta-feira na Rio+20, o presidente de Cuba, Raul Castro, pediu o desarmamento nuclear e o fim das guerras e criticou o documento final da Conferência ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. 

Para Castro, houve falha nas negociações. “As negociações falharam. Houve a falta de vontade política e incapacidade dos países desenvolvidos no sentido de agir de acordo com a responsabilidade histórica que têm”, criticou. 

- “Vamos parar com as guerras e destruir os arsenais nucleares. A única alternativa é construir sociedades mais justas, baseadas no direito de todos, e colocando a ciência e a tecnologia a serviço da salvação do planeta”, acrescentou. 

Raul Castro lembrou do irmão, Fidel, que presidia o país durante a Rio 92. “Cerca de 20 anos atrás, em 12 de junho de 92, Fidel Castro disse: “uma espécie biológica importante está em risco de desaparecer por conta do desaparecimento de seu habitat, que é o homem”. O que poderia ser considerado alarmista, constitui uma realidade. A falta de capacidade de transformar modelos de produção e consumo não sustentáveis traz ameaça do equilíbrio e regeneração de mecanismos naturais que sustentam a vida no planeta", disse o presidente cubano. 

Ban Ki Moon tenta "amenizar" críticas ao documento final da Rio + 20 - Ao contrário das declarações de quarta-feira, quando disse que o documento final da Rio+20 não era ambicioso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou hoje que o relatório "é ambicioso" e "está conduzindo o mundo ao caminho do desenvolvimento sustentável". 

Ban falou rapidamente com os jornalistas ao sair do Riocentro e elogiou a forma como o governo brasileiro vem conduzindo as negociações na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. A declaração de Moon desta quinta-feira soa como uma tentativa de minimizar as críticas de ontem. 

- "Esperava que pudéssemos ter um documento mais ambicioso, mas as negociações são difíceis, com pontos de vista muito fortes de muitos países diferentes. Isso é o resultado de um longo e delicado processo de negociação. O documento serve para reafirmar as políticas dos líderes mundiais. O mais importante é que este documento tenha recomendações que sejam colocadas em prática pelos líderes mundiais", disse ontem. 

 Ban Ki-moon destacou ainda que, apesar do rascunho do texto estar pronto, a forma final do documento da Rio+20 está sob a responsabilidade dos líderes mundiais. 

-"Eles é que podem fazer escolhas. Estamos contando com as lideranças. Estou pedindo a eles para atuarem como líderes mundiais. Para pensarem não apenas nos seus países, mas em todo o mundo", afirmou, destacando que os problemas ambientais no planeta estão conectados. "Se resolvermos os problemas energéticos, vão haver outros desafios pela frente. Tudo está conectado. Por isso espero que esta conferência mostre que é preciso olhar para todos os problemas de forma mais compreensiva. Queremos um pacto na Rio+20 para que possamos cumprir todos esses compromissos", concluiu.

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