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domingo, 3 de junho de 2012

Registros de Dalva Lazaroli mostram a evolução do aterro do Jardim Gramacho.



No dia 1 de junho, as vésperas do Rio de Janeiro sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Sustentabilidade (Rio+20), o Aterro Metropolitano de Gramacho deixará de funcionar após 34 anos de funcionamento. Desde 1982, a ambientalista Dalva Lazaroni registra as mudanças na paisagem causadas pelos resíduos deixados na área de manguezal onde o aterro foi formado. Professora, historiadora e ex-secretária de Meio Ambiente de Duque de Caxias, Dalva teve suas imagens premiadas pela Federação Latino-Americana e Caribenha de Educadores Ambientais (Flea). Esse registro foi cedido com exclusividade para o site da Rio+20.

 — Os primeiros vídeos trazem depoimentos de moradores do entorno do aterro e dos catadores, e alertavam sobre o lixo mal acondicionado e jogado a céu aberto. As pessoas rebatiam que não era uma área nobre ou importante para ser preservada, mesmo o manguezal sendo um bioma riquíssimo de espécies — lembra a ambientalista sobre o documentário “O manguezal vai virar lixo”, de 1982. — Em 1992 produzi um novo vídeo “O manguezal já virou lixo” e cheguei a ser chamada de terrorista por alguns governantes. Ganhei muitos prêmios, mas os problemas ainda continuam por lá. - Disse Dalva.

Segundo a ambientalista, o segundo vídeo foi reeditado para “Um jardim chamado Gramacho”, e apresentado para os representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 1995. 

No período, a instituição planejava financiar parte do projeto de Despoluição da Baía de Guanabara. Junto ao vídeo foi apresentado um dossiê afirmando que as exigências feitas pelo banco não estavam sendo cumpridas. 

Os registros de Dalva mostram também as diferenças na paisagem daquele que hoje é o maior aterro em funcionamento da América Latina. Há 24 anos, os resíduos deixados em Gramacho estavam próximos ao manguezal da Baía de Guanabara. 

Hoje, segundo Dalva, tomaram quase completamente a região. Naquela época, o verde ainda era a cor predominante, apesar do lixo ter destaque nas imagens aéreas. No documentário a ambientalista se emociona ao registrar uma revoada de garças rosas que, segundo ela, foi o último registro das aves na região.

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