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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Polêmica - Delta diz estar sendo vitima de "Bullying Empresarial".


Após entrar na Justiça do Rio com um pedido de recuperação judicial, a construtora Delta divulgou nesta segunda-feira (4) uma nota no qual afirma sofrer "bullying empresarial". "O envolvimento de alguns de seus executivos em supostos atos ilícitos, que estão sendo investigados judicialmente, tem levado a empresa a sofrer uma espécie de bullying empresarial. Em razão de notícias desta natureza que estão sendo veiculadas, várias administrações públicas estão deixando de honrar os pagamentos de obras já executadas", afirma comunicado da empresa, que é alvo de investigação da CPI do Cachoeira.

De acordo com a administração da empreiteira, todas as empresas do grupo são viáveis economicamente. "[A administração] Afirma ainda que pretende honrar suas dívidas de forma integral, mas que necessita do amparo judicial para recuperar seu fôlego financeiro." 

 No comunicado, a Delta diz que tomou a decisão de pedir a recuperação para garantir o andamento e a entrega das obras. "A empresa solicita pedido de recuperação judicial sem possuir dívidas trabalhistas, previdenciárias e tributárias. Os ativos patrimoniais e a receber são muito superiores à dívida atual com fornecedores e bancos." Na semana passada, o comando da holding J&F anunciou oficialmente a decisão de não consumar a compra da Delta, da qual é gestora. O grupo fez uma opção de compra, mas decidiu não a exercer. De acordo com a nota divulgada hoje, após esse fato a situação financeira da Delta tornou-se insustentável. 

 Ao fazer um pedido de recuperação judicial, uma empresa reconhece oficialmente sua debilidade financeira, e o faz para evitar a falência. Com ele, a empreiteira acaba por admitir que está à beira da falência e requer em juízo forma de quitar dívida com credores. No processo de recuperação judicial, a empresa submete aos credores uma proposta para quitação de suas dívidas, com desconto de valores e forma mais alongada de perfil. 

A proposta tem de ser aprovada por uma assembleia de credores. Do contrário, a empresa pode entrar em processo falimentar. No último dia 29, a CPI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da construtora em todo o país. A Delta é a empresa que mais recebeu verbas do Orçamento do Executivo federal desde 2007. 

Justiça concede liberdade a aliado de Carlinhos Cachoeira - Em decisão unânime proferida nesta segunda-feira, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região (Brasília) concedeu habeas corpus ao sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá. Ele é apontado como um dos arapongas que estariam a serviço do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. 

O tribunal determinou, no entanto, que Dadá terá de obedecer as seguintes condições para ele continuar em liberdade: comparecer a todos os atos do processo, não manter contato com as pessoas envolvidas e não poderá se ausentar da cidade onde reside, no caso Brasília, sem autorização judicial. 

Caso alguma delas seja descumpridas, ele deverá voltar à prisão. Como Dadá também é investigado pela Polícia Civil do DF, na Operação Saint-Mitchel (sobre a ramificação do suposto esquema de Cachoeira em Brasília), o tribunal determinou que ele só poderia deixar a prisão caso não houvesse outra ordem de prisão contra ele, relacionada a esta outra investigação. 

Dadá foi preso em meio à Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, deflagrada em fevereiro deste ano. A operação investiga a exploração de jogos ilegais em Goiás e no Distrito Federal.

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