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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pesquisadores da Escola Médica de Yale descobrem que neurônios que controlam impulso por comida também agem no apetite por cocaína.



Pesquisadores da Escola Médica da Universidade de Yale (Yale School of Medicine) têm se concentrado em um conjunto de neurônios na parte do cérebro que controla a fome e descobriram que eles não estão só associados a excessos relacionados à comida, mas a outros comportamentos como dependência de drogas. 

O estudo foi publicado na última edição on-line da revista “Nature Neuroscience”. — Descobrimos que o aumento de apetite por comida pode ser associado à diminuição do interesse por novidades, assim como a cocaína, enquanto menos interesse em alimentos pode aumentar o interesse pela droga — diz o coordenador do estudo, Marcelo Dietrich. 

Os pesquisadores estudaram dois grupos de camundongos transgênicos. Em um grupo, eles abateram uma molécula de sinalização que controla os neurônios promotores de fome no hipotálamo. No outro grupo, eles interferiram nos mesmos neurônios os eliminando seletivamente durante o desenvolvimento, usando a toxina da difteria. 

Os camundongos receberam vários testes não-invasivos que mediram como eles respondiam à novidade, à ansiedade, e à cocaína. — Descobrimos que os animais com menos interesse em comida têm mais simpatia por novidades, como comportamentos e drogas como a cocaína — explica o pesquisador Tamas Horvath, que argumenta que o hipotálamo, que controla funções vitais como temperatura corporal, fome, sede, fadiga e sono, também é a chave para o desenvolvimento de funções cerebrais superiores. 

— "Estes neurônios promotores de fome são criticamente importantes durante o desenvolvimento para estabilizar o o ponto de ajuste das funções superiores do cérebro, e sua função prejudicada podem ser a causa subjacente para a alteração de comportamentos cognitivos."

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