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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Erundina e Marta não aceitam e consideram "inadmissível" aliança com Maluf. Erundina diz ainda que reverá apoio a Haddad em SP.


Marta Classifica como "Pesadelo" aliança com Maluf - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) criticou as negociações entre seu partido e o PP do deputado Paulo Maluf. Segundo ela, a aliança com o pepista na eleição seria um "pesadelo" maior do que ter respaldo do PSD de Gilberto Kassab, cogitado antes de José Serra virar candidato dos tucanos e ganhar apoio do prefeito. 

- "Acho que seria pesadelo com Kassab, imagine agora com o Maluf", disse Marta, durante o desfile do estilista Samuel Cirnansck na São Paulo Fashion Week, neste sábado. Preterida pelo PT, que preferiu lançar um neófito em eleições, Fernando Haddad, à Prefeitura de São Paulo, Marta resiste a apoiá-lo na campanha. 

Marta tem faltado sistematicamente a atos realizados para promover o petista. Já chegou a declarar que "não basta o novo" para que o PT volte à prefeitura, em evento com a presença do ex-presidente Lula e do próprio Haddad. Marta disse ainda ter "muito respeito" pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), escolhida como vice de Haddad. 

Marta, contudo, criticou a socialista por ter comparado a eleição de São Paulo à uma "luta de classes". Questionada se Erundina já a procurou, a senadora aconselhou a pré-candidata a vice a "dar os braços para Haddad" e sair em campanha com ele. 

Nesta semana, Erundina disse que ia procurar Marta pessoalmente, "porque somos amigas e precisamos estar juntas nessa tarefa histórica". 

 Erundina diz que reverá apoio a Haddad caso aliança com Maluf seja oficializada - Já deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) afirmou nesta segunda-feira que irá reavaliar a decisão de sair candidata a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo por causa do apoio do deputado federal Paulo Maluf (PP) ao petista. - É uma situação muito constrangedora. Tenho que rever essa situação. Vou conversar com o meu partido. Meu partido tem outros nomes, não tem problema nenhum. Mas eu não aceito - afirmou em entrevista ao jornal "O GLOBO". 

Para Erundina, a ligação de Maluf com a ditadura militar é inaceitável. Ela vai tomar uma posição definitiva nos próximos dias. 

Erundina acrescentou que conversou com lideranças da sociedade, que se mostraram contrárias às aliança. - Não sabia dessa possibilidade de composição com o Maluf (quando aceitou entrar na chapa). Isso se confirma num gesto público muito simbólico, com os três (Maluf, Lula e Haddad) na casa do Maluf. 

 Haddad diz que críticas são "compreensíveis" - O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (18) compreender a crítica de Luiza Erundina (PSB) ao apoio do PP de Paulo Maluf à sua campanha. 

Erundina foi indicada a vice na chapa de Haddad. - "Compreendo as declarações, porque se você retornar a um período de 20, 24 anos atrás, era um contexto em que as coisas se comportavam de maneira diferente. Hoje, temos um projeto político no país, que está dando certo num terceiro mandato [dois de Lula e um de Dilma] e que, inclusive, conta com o apoio do Partido Progressista", disse Haddad, que selou hoje sua aliança com o PP. 

Haddad também citou suas "discordâncias" a Maluf. "Nunca neguei a ele que sempre estivemos em campos opostos no passado, nem ele está negando." O petista disse que Maluf fez elogios às prefeituras de Erundina e Marta Suplicy em SP. "Obviamente, tem algumas objeções também quanto a maneira de como equacionamos os problemas da cidade. Divergência é natural na politica, mas também é natural buscar convergência." 

 Haddad afirmou discordar com a declaração de Maluf de que não existe mais direita e esquerda no país. "Do meu ponto de vista existe. Estamos fazendo um pacto pela cidade." Sobre a participação do pepista na campanha do PT, ele se se esquivou de comentar o assunto. "Vamos analisar isso com o tempo, de acordo com as necessidades, sempre para fortalecer o projeto político." "Não gosto da política de fulanizar o debate, não gosto quando você estigmatiza. Especialmente quando se precisa construir um projeto de superação, como no caso de São Paulo", reiterou.

Haddad ressaltou a parceria com o Ministério das Cidades, comandado pelo pepista Aguinaldo Ribeiro, que cuida de habitação, saneamento e transporte público. - "Vamos precisar responder aos editais do ministério, coisa que São Paulo não está fazendo, estabelecer parcerias para que volte à cidade o imposto que o paulista paga aos cofres do governo federal." O petista destacou que o ministro da pasta disse que a cidade não apresenta projetos. "Ele espera, com minha eleição, receber mais projetos." 

Haddad e Maluf negaram que a indicação de Osvaldo Garcia como secretário nacional de saneamento ambiental do Ministério das Cidades tenha relação com o apoio do PP ao PT nas eleições em São Paulo. -"Não houve esse tipo de questão", disse o petista.

A indicação de Garcia ocorreu dias antes de o partido definir o apoio a Haddad. Garcia é engenheiro e não é filiado ao PP, apesar de ser ligado a Maluf.

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