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terça-feira, 5 de junho de 2012

Aécio diz que PSDB deve dar de dar 'voto de confiança' ao Governador Perillo.


O senador Aécio Neves (PSDB) disse nesta segunda-feira (4) que seu partido precisa ter "serenidade de dar o voto de confiança" ao governador de Goiás Marconi Perillo, suspeito de envolvimento com o empresário 

Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e convocado para depor na CPI que investiga o caso. Aécio diz que governador merece crédito por sua trajetória no PSDB e que "não é agradável para ninguém ver um companheiro sofrendo esse tipo de ataque".

- "Até agora, em todas as denúncias surgidas, ele [Perillo] tem sido enfático e firme nas suas explicações. E terá oportunidade para prestar todos os esclarecimentos. Vamos aguardar", afirmou. 

Perillo é suspeito de ter recebido R$ 1,4 milhão de empresas ligadas a Cachoeira pela venda de uma casa e de ter nomeado funcionários a pedido do empresário, que está preso desde fevereiro sob acusação de comandar um esquema de jogo ilegal. 

 Perillo nega envolvimento com Cachoeira e já confirmou que irá à CPI no próximo dia 12 para prestar depoimento. Aécio afirma que a CPI precisa "andar um pouco mais rápido", já que em seus últimos dois meses devem ocorrer as eleições municipais, quando há esvaziamento do Congresso.

- "[CPI] não pode ser um instrumento de briga política, não pode se resumir em briga entre base e oposição. Ela tem de investigar todas as relações do contraventor Cachoeira sem preocupação regional, nacional." 

Questionado sobre se ele é a favor da cassação de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), Aécio evitou antecipar seu voto. 

Caso o Conselho de Ética decida pela cassação do senador, o plenário do Senado precisa aprovar. "Tenho que respeitar o tempo normal e não cabe a mim antecipar isso, mas vocês em um momento certo saberão meu voto. Gostaria que o voto fosse aberto também para que cada um pudesse se manifestar", disse. E completou: "as denúncias são extremamente graves, e essas sim, constrangem muito o Senado Federal." Demóstenes responde a um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro e é também alvo de inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que solicitou a quebra de seu sigilo bancário por suas ligações com Cachoeira.

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