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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Serra pediu a Jobim que falasse a "Veja" sobre encontro entre Lula e Gilmar Mendes.


O ex-governador José Serra ligou há alguns dias para o ex-ministro Nelson Jobim e pediu a ele que falasse com a revista "Veja". 

Jobim atendeu ao pedido do "amigo" --e só então soube da reportagem sobre Lula e o ministro Gilmar Mendes. 

 A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta sexta-feira do Jornal "Folha de S.Paulo".

 Escaldado, Jobim disse não ter presenciado nada beligerante na conversa entre os dois, que ocorreu em seu escritório, em Brasília. No polêmico encontro, o petista supostamente teria um pedido ao ministro para tentar adiar o julgamento do caso "mensalão", segundo a versão do ministro Gilmar Mendes. Lula nega. 

Ministro Marco Aurélio de Melo diz que "é legitimo Lula opinar sobre julgamento do caso mensalão" - É "legítimo" e "normal" que o ex-presidente Lula manifeste opinião sobre a data que considera mais conveniente para o julgamento do mensalão, afirmou o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (30). 

 Marco Aurélio é o segundo mais antigo dos atuais 11 ministros do Supremo, órgão responsável por julgar os acusados do mensalão. "Por que é aceitável? Primeiro porque é um leigo. Leigo na área do direito. Na área da política, não. Segundo, porque ele integra o partido, o PT", disse. 

Apesar de considerar correto que Lula opine sobre datas de julgamentos do STF, Marco Aurélio afirmou que "está tudo errado" no encontro de 26 de abril entre o ex-presidente, o ministro Gilmar Mendes e o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. 

O ministro comentou ainda declarações recentes de Gilmar Mendes, que acusa Lula de pressionar o STF para julgar o mensalão apenas em 2012. Disse não ter entendido, no começo, "o espaço de tempo entre o ocorrido, o encontro, e a divulgação do encontro", mas que, depois, tomou conhecimento de que "alguém estaria vazando informações" e Gilmar "se adiantou para realmente escancarar o episódio". 

Para Marco Aurélio, não há sentido em cogitar proteção a Mendes na CPI do Cachoeira, uma vez que o foco do grupo não é investigá-lo. Gilmar Mendes tem dito que é vítima de falsas notícias sobre conexões com as operações de Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). 

Líderes do PSDB não concordam com data de convocação do Governador Perillo e acusam Vital do Rêgo de "Bola nas Costas" - Líderes do PSDB acusaram hoje o presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), de ter dado uma "bola nas costas" do partido ao marcar depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para o dia 12 de junho. Os tucanos querem que Perillo fale à CPI na próxima terça-feira, mas a data acabou definida pelo presidente da comissão. 

O senador Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado, disse que o senador marcou o depoimento à revelia dos líderes dos partidos. Segundo Dias, Vital do Rêgo afirmou que negociou a data com os líderes do PSDB --mas tanto o senador quando o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) negam que tenham sido procurados pelo peemedebista. 

-"Nós não fomos informados de nada. Fiquei decepcionado com a atitude do presidente hoje. Não há como aceitar bola nas costas. Qual a razão deste adiamento?", questionou Dias. Líder do PSDB na Câmara, Araújo confirmou que não houve acordo com os líderes e prometeu insistir com o presidente da CPI para que Perillo seja convocado a depor na terça-feira. 

-"O governador quer vir à CPI há muito tempo, mas a comissão quer protelar a vinda dele", afirmou. Em sua defesa, Vital do Rêgo (PMDB-PB) disse que consultou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-PR) sobre a data do depoimento. Mas Dias afirma que o parlamentar não tem legitimidade para negociar em nome da liderança. "O Carlos Sampaio não fala pela bancada do partido." 

A CPI marcou os depoimentos de Perillo e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), para os dias 12 e 13 de junho. Os oposicionistas afirmam que há uma suposta intenção da CPI em atrelar os dois depoimentos numa espécie de "blindagem" a Agnelo. - "Eles preferem os que vêm à CPI e não falam nada", ironizou Dias.

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