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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Por "Amizade" , Aécio teria ajudado Governador a ficar de fora dos depoimentos da CPI.


Sob "influência" do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a maioria dos integrantes tucanos na CPI do Cachoeira ajudou a derrubar o requerimento de convocação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) no começo da tarde desta quinta-feira. Os dois são "amigos pessoais". 

Segundo a reportagem do Portal de Internet "iG" apurou, Aécio pediu que a bancada do PSDB rejeitasse o pedido de convocação do governador peemedebista. O Governador Sérgio Cabral já foi filiado ao PSDB no passado. Até 2006, era adversário do PT. 

Aécio, que tem pretensões de disputar a Presidência da República, sonha ainda com o "apoio de parte do PMDB". 

Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador mineiro negou ter "ajudado" Sergio Cabral a "escapar" do depoimento e informou que sempre foi favorável à convocação dos três governadores envolvidos no caso Cachoeira. Apesar de ter rejeitado a convocação de Cabral nesta quinta-feira, a CPI aprovou o depoimento dos governadores Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, e Agnelo Queiróz (PT), do Distrito Federal. Os dois são citados nas gravações do inquérito da Polícia Federal sobre o caso. 

-“Parte do PSDB preferiu não convocar o Governador do RJ neste momento. Ele não é citado no inquérito. Vamos esperar os dados do sigilo bancário da Delta Construções para depois avaliar”, afirmou o senador Cunha Lima (PSDB-PB). 

A convocação do Governador Fluminense Sérgio Cabral foi motivada por conta do seu relacionamento com o ex-dono da Delta Fernando Cavendish. A empreiteira tem contratos milionários com o governo do Rio e dois são amigos. 

Além disso, Cabral e Cavendish fizeram viagens para Paris que geraram polêmica na internet e desgaste político para o governador "Não por causa de um pano de prato na cabeça que ele precisa vir aqui", disse Cunha, referindo-se a um vídeo em que os dois aparecem comemorando num restaurante francês. Os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Alvaro Dias (PSDB-PR) tiveram posicionamento diferente. -“Eu defendi a convocação do Cabral. Acho que havia elementos suficientes. Mas não fechamos questão. Cada votou um votou como quis”, afirmou Dias, que é líder da bancada no Senado. 

Governador diz "não ter nada a temer" com quebras de sigilo da Delta - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), falou ainda na manhã desta quarta-feira que "não teme" a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Construções, aprovada na terça-feira pela CPI do Cachoeira do Congresso Nacional. 

Essa não é a primeira vez que o Governador do RJ fala sobre o caso desde 27 de abril, quando vieram à tona fotos dele em festas em Paris com secretários estaduais e com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta e seu amigo pessoal. 

Sobre a viagem à capital da França, o governador disse no último dia 10 que serviu "para melhorar a imagem do Rio lá fora". "Essa viagem (setembro de 2009 a Paris) serviu para melhorar a imagem do Rio lá fora. Internacionalmente, a cidade tinha uma imagem de decadência, e nós revertemos isso. Nós trabalhamos desde 2007 para recuperar a imagem do Estado", disse em entrevista concedida a reportagem da revista "época".

A empreiteira já recebeu R$ 1,49 bilhão em contratos com o governo do Rio durante a atual gestão do governo do estado do RJ. As fotos das confraternizações em Paris foram reveladas pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR), ex aliado e atualmente , ferrenho adversário do atual Governador do RJ, Sérgio Cabral. O Governador ainda irritou-se ao ser perguntado por um jornalista se ele "temia" a quebra do sigilo da Delta. -"Por que eu temeria? Acho até um desrespeito da sua parte me perguntar isso. Uma coisa é a relação pessoal que eu tenho com empresários ou não empresários. Outra coisa é a impessoalidade da decisão administrativa. Essas ligações são de uma irresponsabilidade completa, um desrespeito completo com a minha pessoa, com a administração que a gente vem fazendo aqui, com os meus secretários de Estado. Porque os secretários partem sempre da premissa e reconhecem a gestão impessoal que a gente tem feito, da imparcialidade e da autonomia dos secretários. Eu duvido que algum secretário meu diga: `bom, o governador um dia ligou para pedir a nomeação de A, B ou C, ou para influenciar em qualquer decisão administrativa'. Por que eu temeria?". 

Cabral disse ainda que não vai se oferecer para ser ouvido na CPI do Cachoeira, como fez o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), nesta terça-feira. "O governador de Goiás tem as razões dele e eu respeito. Há 250 mil gravações e meu nome não aparece em nada. Não é o fato de uma amizade que me levaria a ir em qualquer lugar, mas eu respeito o governador de Goiás e tenho certeza que ele terá a oportunidade de se defender". 

O governador fluminense participou nesta quarta-feira da inauguração de mais uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no conjunto de favelas do complexo do Alemão, que vai atender cerca de 20 mil moradores das localidades "Morro do Alemão" e "Pedra do Sapo", na zona norte do Rio.

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