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domingo, 6 de maio de 2012

Polêmica - em plena "pacificação" da Rocinha , policial é flagrado agredindo cachorro c/ spray de pimenta.


O comandante do patrulhamento da Rocinha, major Edson Santos, disse que vai ouvir o policial militar que lançou spray de pimenta nos olhos de um cão em uma rua da comunidade na manhã deste domingo. Ele disse que quer saber se o cachorro estava a ponto de mordê-lo. Segundo o major, o policial pode ter lançado o spray, que é uma arma não letal, para não machucar o animal. 

O patrulhamento na comunidade foi intensificado, após o confronto entre policiais militares e traficantes, ocorrido na madrugada deste domingo, que resultou em um suspeito baleado. A equipe de reportagem do jorna  "O GLOBO" flagrou o policial militar borrifando spray de pimenta no cão nas proximidades da Via Ápia. A fotografia, publicada no site, foi postada também na página do jornal no Facebook, onde foi compartilhada mais de 6 mil vezes e teve mais de 2 mil comentários. No Twitter, centenas de internautas compartilharam a foto. 

 Ocupada por forças policiais desde 13 de novembro para a instalação de uma UPP, a Rocinha vem registrando dificuldades no seu "processo de pacificação". No dia 3 deste abril, após o registro de oito assassinatos, a PM implementou o policiamento a pé na favela, principalmente em becos e vielas, em vez de ficar apenas nos principais acessos. 

Um dos objetivos foi tentar impedir a disputa territorial entre duas facções de traficantes, que se intensificou a partir de janeiro. 

Na madrugada do dia seguinte, 4 de abril, o cabo Rodrigo Alves, de 33 anos, do Batalhão de Choque, foi morto com um tiro. 

O PM foi baleado ao abordar um suspeito no Beco 99. Foi o primeiro policial morto em áreas ocupadas dentro do programa de pacificação. No dia 8 de abril, uma briga entre dois moradores da Rocinha terminou em morte. De acordo com a Polícia Militar, um homem foi assassinado dentro de casa, no Largo do Boiadeiro, com pauladas na cabeça. O suspeito de cometer o crime foi preso na hora por homens do 23º BPM (Leblon) e levado para a Divisão de Homicídios. 

Um dos episódios mais violentos registrados na Rocinha já ocupada aconteceu na madrugada de 19 de março, quando três homens foram encontrados mortos a tiros. Um quarto homem baleado, levado para o hospital, morreu dias depois. Segundo a PM, uma briga entre traficantes estaria na origem dos assassinatos. No dia 18 de abril, um confronto entre policiais e bandidos na Rocinha resultou no primeiro auto de resistência após a ocupação. Hugo Leonardo dos Santos, de 33 anos, levou um tiro no tórax ao enfrentar PMs do Batalhão de Choque. Ele chegou a ser levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Hugo tem passagem na polícia por furto, segundo a 15ª DP (na Gávea), onde o caso foi registrado. A troca de tiros ocorreu por volta das 16h no Beco 99 — o mesmo lugar onde foi morto o cabo Rodrigo Alves Cavalcante. Policiais do Batalhão de Choque contaram que faziam um patrulhamento na área quando se depararam com um grupo de suspeitos. Ao verem os PMs, eles teriam iniciado o tiroteio. Hugo teria sacado um revólver calibre 38 e disparado contra os policiais.

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