Início Fotos Orkut TV Blog Fale Conosco Cadastre-se

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Entrevista com a deputada federal Benedita da Silva


A entrevista* com a deputada federal Benedita da Silva dá continuidade a série que o site oficial do Diretório Estadual passou a publicar a partir de 2 de abril. A intenção do presidente Jorge Florêncio é a de interagir com os parlamentares, secretários municipais e estaduais, bem como prefeitos e vereadores do Partido dos Trabalhadores, que usando este espaço, poderão discutir de forma democrática o PT no estado do Rio de Janeiro.

As idéias e opiniões expressas na entrevista são de exclusiva responsabilidade do entrevistado, não refletindo, necessariamente, as opiniões da direção do Diretório Estadual do PT. A seguir a entrevista.

1 - A senhora poderia fazer uma comparação do surgimento do Partido dos Trabalhadores e como é o PT atualmente?

R – Quando ajudei a fundar o PT defendíamos o sonho do Brasil mais justa. Agora, isso já está virando realidade. Temos que garantir condições para o país continuar crescendo e distribuindo renda. Naquela época a massa popular ainda não acreditava no PT. Agora a nossa principal força e apoio estão justamente nos seguimentos populares. O grande desafio colocado para o partido é o de desenvolver a consciência política da massa e fortalecer a nossa hegemonia na sociedade civil.

2 - Em 1988, na Constituinte, a senhora propôs a cota de mulheres dentro dos partidos políticos e eleitoralmente. Seu projeto virou lei. No fim de 2011, o Congresso aprovou a paridade. Fale sobre a paridade no PT.

R – Para mim é um orgulho tremendo: como mulher e petista. Acho que o aprofundamento da democratização do país passa pela crescente participação das mulheres na sociedade e na política. Foi muito significativo a aprovação da paridade pelo Congresso do PT. Mas para isso virar realidade o partido, como um todo, precisa investir na qualificação das companheiras, visando formá-las como militantes, dirigentes partidárias e representantes políticas.

3 - A senhora representou o Congresso no encontro da Organização Internacional do Trabalho, cujo tema foi trabalho decente. No Brasil, a senhora virou relatora dessa questão no que diz respeito aos projetos de lei sobre o trabalho doméstico. Fale sobre isso.

R – Esse é um compromisso fundamental da minha luta pública. Garantir para a trabalhadora doméstica (pois a esmagadora maioria é composta por mulheres) a dignidade no trabalho com todos os seus direitos trabalhistas reconhecidos, será uma grande vitória da justiça social. Não podemos esquecer que a absurda exploração do trabalho doméstico continua encoberto por um manto invisível na sociedade. Esse debate serve também para combater o preconceito contra esse tipo de trabalho, num momento em que a procura pelo empregado doméstico supera a sua oferta, já que muitos jovens estão conseguindo empregos formais no mercado de trabalho.

4 - Como a senhora está vendo a possibilidade do crescimento das mulheres nas candidaturas as vagas municipais (Prefeituras e Câmara dos Vereadores).

R – Vou trabalhar para que essa possibilidade vire realidade. A participação da mulher na política continua ainda muito baixa, ao contrário do que está acontecendo na educação e no mercado de trabalho. A eleição da companheira Dilma para a presidente da República bem como a sua excelente administração permite aumentar a confiança na liderança e na responsabilidade pública das mulheres.

5 - No Estado o PT tem 75 vereadores, desses apenas seis são mulheres. O PT tem uma prefeitura em Conceição de Macabu e duas vices, uma em Itatiaia e outra em Macaé. O PT quer lançar mulheres as prefeituras de Italva, Duque de Caxias e Angra dos Reis. Comente esse cenário.

R – Embora o PT saia na frente para estimular a participação das mulheres, esse cenário mostra que ainda estamos muito longe do ideal. Temos que assumir como desafio histórico da construção partidária e do avanço da democracia no país, a formação política das militantes e a eleição de mais mulheres para cargos públicos. Nesse sentido darei todo o meu apoio e estarei presente nas campanhas para ajudar a eleger nossas companheiras.

6 - Como deputada federal, como pensa em ajudar a aliança que o partido fez na capital do Rio?

R – Essa aliança é estratégica para a governabilidade da presidenta Dilma e também para o progresso de nosso querido Rio de Janeiro. Acho que podemos contribuir para aprofundar o debate do Programa de Governo nas áreas social e de direitos humanos, mas também na defesa de uma maior participação institucional da mulher no poder público municipal. Fo com a aliança que ajudamos a construir em 2002 com Cabral Governador e Lula presidente, que se pavimentou a relação PMDB/PT e que hoje possibilita no Município do Rio de Janeiro candidatura de Paes a Prefeito e Adilson a Vice, logo sou responsável diretamente por esse ambiente de diálogo e essa relação vitoriosa. Vamos estar em cada esquina defendendo e fazendo campanha eleitoral dessa chapa em 2012.

*As próximas entrevistas serão publicadas na medida em que a Secretaria de Comunicação receber as fotos e as respostas das perguntas, previamente, enviadas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário