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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Caso Demóstenes e Cachoeira - Parlamentares Petistas apoiam investogação sobre relações de políticos com o crime organizado.



Parlamentares do PT cobram ainda apuração sobre o envolvimento de Cachoeira com setores da mídia, como a revista Veja, além de debate sobre financiamento de campanha
O deputado Pedro Uczai (PT-SC) defendeu uma investigação profunda das relações entre o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) e Carlinhos Cachoeira. “Primeiro, é preciso investigar profundamente a relação do Carlos Cachoeira com Demóstenes Torres, com seu partido e com suas forças políticas. Ir às últimas conseqüências, e o Parlamento não pode silenciar-se diante de todas essas denúncias, muito mais por alguém que se colocava como o paladino da moralidade”.

O parlamentar petista também quer que o debate sobre o financiamento público de campanha, proposto pelo PT no projeto da reforma política, seja aprofundado em meio às investigações do caso pela CPI Mista.

“Enfrentar este debate com profundidade é enfrentar o financiamento privado de campanha, é discutir o financiamento público de campanha, é reforma política, porque vão ter outros ‘Carlinhos Cachoeiras’ aí na frente, num futuro não muito distante, na medida em que continua o privado subordinando parte da articulação pública, parte da articulação política, inclusive aqui no Congresso Nacional. A reforma política é uma necessidade, é um imperativo ético, moral e político para construir uma nova cultura política de diminuição da influência privada sobre a coisa pública”

Já o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) cobra investigação sobre envolvimento da mídia com contraventor

Ao analisar o envolvimento de Demóstenes Torres com as atividades criminosas de Carlinhos Cachoeira, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) fez uma ligação de senadores que tem uma falsa postura ética com setores da mídia brasileira.

Devanir estranhou o fato de a imprensa estar calada com relação ao envolvimento da revista Veja no caso.

“Este fato demonstrou o outro lado da imprensa. Ninguém fala da questão da Veja, ninguém fala do jornalista; fala do governador, fala do senador, fala dos parlamentares; fala do Demóstenes, fala do Cachoeira, fala do jogo do bicho, mas ninguém fala da imprensa. Além do Demóstenes, nós queremos saber os outros senadores, deputados, quando apurar, mas eu quero saber também sobre como fica este conluio do contraventor com a mídia brasileira”

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) considera a investigação do caso Demóstenes como um momento especial para o Parlamento brasileiro.

“Ele como um acusador, uma figura que se destacava no Senado como alguém que queria promover julgamentos sumários, acusações permanentes contra pessoas do mundo político, de repente se vê envolvido num esquema de crime organizado de proporções lastimáveis. Mas o Demóstenes é apenas uma peça deste tabuleiro. Com ele está aí o Cachoeira, que é um empresário corrupto de Goiás e que tem íntima ligação com o governo goiano e com outros parlamentares aqui da Câmara e do Senado”

Ferro lembrou ainda que é preciso também investigar as relações de Cachoeira com a revista Veja.

“A hora é da CPMI fazer esta investigação para que possamos chegar à raiz desta denúncia grave envolvendo o mundo político e que não pode ficar sem uma apuração rigorosa sobre o envolvimento do crime organizado com políticos e com meios de comunicação, como a revista Veja, que foi useira e vezeira de informações promovidas pelo Carlos Cachoeira, que se transformou numa espécie de ‘repórter das sombras’ da revista e era quem patrocinava a maioria das suas matérias e quem dava inclusive a pauta por vários meses”.

No Senado Federal, o senador Paulo Paim (PT-RS) abordou a questão da instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e afirmou que apoia a decisão da bancada petista diante do fato de o Supremo Tribunal Federal decidir não enviar os documentos referentes ao caso.

Ele destacou a necessidade da Comissão apurar também o envolvimento de outros políticos além do senador Demóstenes Torres e o esquema de espionagem montado no País, através de uma rede de “arapongagem”.

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