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sexta-feira, 23 de março de 2012

Saiba mais sobre a Teoria de Resposta ao Item (TRI) ultilizada no ENEM e em provas internacionais.



A Teoria de Resposta ao Item (TRI) se transformou em um dos tópicos de maior curiosidade dos estudantes que farão ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Usada desde 1995 nas provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) — avaliação que mede o desempenho de estudantes do ensino fundamental e médio —, a TRI é aplicada no Enem desde 2009, para garantir a possibilidade de comparação das notas de diversos anos.

No Enem 2010, a metodologia foi o principal argumento do MEC para aplicar isoladamente uma nova prova somente para o grupo de dois mil estudantes, que encontrou erros na impressão da folha de respostas e da prova amarela. Segundo o órgão, esse grupo não teve vantagens em relação aos demais 3,3 milhões de estudantes que participaram da avaliação.

Mas o que é a TRI? Trata-se uma modelagem estatística criada para mensurar características que não podem ser medidas diretamente por meio de instrumentos apropriados, como ocorre com altura e peso. A metodologia mede de forma indireta itens mais abstratos, como a proficiência de um estudante em Matemática ou a intensidade da depressão de uma pessoa. Tais características são chamadas de traço latente ou construto.

No caso do Enem, o Inep realiza o que é chamado de pré-testes, onde um conjunto de estudantes responde questões que envolvem a avaliação de uma ou mais habilidades. Após a aplicação, as resoluções são analisadas e, a partir daí, é definido o padrão para determinar que tipo de questões podem ser enquadradas entre as de nível fácil, médio ou difícil. O modelo é formatado para levar em conta os acertos casuais (o famoso chute).

A principal implicação desse sistema é que o desempenho do candidato não está associado ao número de questões que ele acerta, como acontece nos vestibulares. As questões difíceis têm peso maior que as médias que, por sua vez, valem mais que as fáceis. Dessa forma, dificilmente dois candidatos que tiveram o mesmo número de acertos terão a mesma nota. Assim como é possível um inscrito ter pontuação maior que outro, apesar de ter acertado menos itens. Basta que ele tenha resolvido corretamente mais questões difíceis ou médias.

Em provas elaboradas dentro dessa metodologia, a proficiência pode ser medida com maior precisão; se uma mesma pessoa se submeter a duas provas diferentes – desde que sejam elaboradas com os padrões exigidos de qualidade – ela obterá a mesma nota. Ou seja: o conhecimento está no indivíduo, não no instrumento de medida. Não há, portanto, quando se utiliza a TRI, prova fácil ou difícil.

Até a edição de 2008, a prova do Enem era um instrumento de comparação em cada edição – mas as notas não eram comparáveis nas diferentes edições. Segundo o Inep, a decisão de implementar o TRI no Enem teve duas finalidades principais: permitir a comparação dos resultados entre os anos e a aplicação deste exame várias vezes ao ano.

No âmbito internacional, a TRI vem sendo utilizada largamente por diversos países: Estados Unidos, França, Holanda, Coreia do Sul, China, sem falar nos países participantes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

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