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quarta-feira, 7 de março de 2012

Policiais da DRACO , MP e Corregedoria realizam operação contra milicianos na Baixada Fluminense



Milícianos que atuam na Baixada Fluminense são procurados pela polícia nesta quarta-feira durante a operação "Pacificador". Ao todo a Justiça expediu 25 mandados de prisão e 58 de busca e apreensão. Entre os integrantes da quadrilha com mandado de prisão decretado pela Justiça estão 10 praças da Polícia Militar, um oficial da polícia, um comissário da polícia, um integrante do Exército Brasileiro, um fuzileiro naval da Marinha Brasileira e três ex-policiais militares. Doze pessoas já foram capturadas.

Entre os mandados de busca e apreensão, um será cumprido na sede do 15º BPM (Duque de Caxias). O objetivo desse cumprimento é a arrecadação de instrumentos dos crimes praticados pelos integrantes da milícia local.

De acordo com o titular da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (DRACO/IE), delegado Alexandre Capote, a quadrilha, investigada há um ano, atua, pelo menos, desde 2007 nos bairros do Pantanal, Parque Fluminense, Parque Muisa, São Bento, Pilar, Vila Rosário, Vila São José, Parque Suécia, Lote XV, Sarapuí, Vila Guaíra, Jardim Leal e Gramacho, todos situados no município de Duque de Caxias.

Entre as práticas criminosas cometidas pela quadrilha destacam-se a cobrança de taxas por serviços clandestinos de segurança; a imposição da compra de cestas básicas por valores acima do mercado; tráfico de armas de fogo, agiotagem, esbulho de propriedades, parcelamento irregular do solo urbano; exploração da distribuição ilícita de sinal de TV a cabo, internet e jogos de azar; prestação de serviços de transporte coletivo alternativo clandestino (vans e moto-taxis); e a venda ilegal de botijões de gás.

Ainda de acordo com o delegado Alexandre Capote, as ações da quadrilha são cruéis e envolvem a prática de homicídios, ocultação de cadáveres, tortura, lesões corporais graves, extorsões, ameaças, constrangimentos ilegais e injúrias. A ação é um desdobramento da operação Capa Preta, realizada em 2010, que culminou na prisão de 32 pessoas, sendo os vereadores de Duque de Caxias Jonas Gonçalves da Silva, o “Jonas é Nós”, e Sebastião Ferreira da Silva, conhecido como “Chiquinho Grandão”.

Todos acusados de envolvimento com uma milícia investigada pela prática de cerca de 50 homicídios cometidos desde 2007. No grupo estavam 13 policiais militares, um policial civil, um militar do Exército e outro da Marinha.

A ação é realizada pela DRACO/IE e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO), com o apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança, Coordenadoria Geral Unificada (CGU), Polícia Civil e Corregedoria da Polícia Militar.

Acusado de ser um dos principais integrantes da milícia Liga da Justiça, que atua na Zona Oeste do Rio, e de ter cometido pelo menos dois homicídios — as vítimas eram pai e filho, em dezembro de 2010 —, o soldado do 27º BPM (Santa Cruz) Carlos Jesias Barbosa da Silva, o Barbosinha, 32 anos, foi preso nesta terça-feira pela Divisão de Homicídios (DH).O PM é investigado em outros três inquéritos da especializada. A disputa por uma cooperativa de vans é motivo da guerra na região. Barbosinha foi preso por concussão (extorsão praticada por funcionário público) e cumpria pena em liberdade. Na casa dele, foram encontrados uma pistola calibre 380, uma escopeta calibre 12, munição, carregadores e celular. As armas são legais.

Segundo a DH, o PM é homem de confiança do chefe do grupo paramilitar, o ex-PM Toni Ângelo Souza de Aguiar, o Erótico, 36, que também foi alvo da operação e que atua em Campo Grande. Vídeo na Internet mostra fotos do acusado, com música que exalta milicianos.Segundo a polícia, ele é o braço direito de Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, e passou a comandar o grupo após a prisão do último.

Também nesta terça-feira, Leonardo Braga, o Léo Capoeira, teve o mandado de prisão cumprido pela DH na cadeia, onde está desde dezembro sob acusação de praticar ‘saidinha de banco’. Ele integraria outra milícia.

Barbosinha, Toni e Leo são acusados de matar o ex-PM Sérgio Ricardo Silva de Lima, e o pai dele, o subtenente PM reformado Délcio Ananias de Lima, que fundaram a cooperativa. Segundo a denúncia, as vítimas foram mortas depois de acordo entre Toni e Barbosinha com Léo Capoeira.

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