Início Fotos Orkut TV Blog Fale Conosco Cadastre-se

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cuidado e atenção para com os excessos durante as festas de carnaval.



A soma “festa + bebida = sexo” é sinônimo de Carnaval para muita gente. O feriado mais brasileiro de todos é famoso pelo mundo afora justamente por explorar ao máximo a sexualidade. Mas esse trio, elétrico ou não, se for baseado em excessos, tem mais potencial para acabar com a festa do que promovê-la.

Segundo médicos consultados pelo portal "R7" , o folião que quiser dar uma "turbinada na atividade sexual" durante as festividades de Carnaval, por exemplo, terá de fazer escolhas que fujam do exagero de álcool, de drogas e da alimentação pesada. Isso porque esses excessos impedem a ereção dos homens e diminuem a libido das mulheres.

Celso Gromatzky, membro do núcleo de urologia do Hospital Sírio Libanês, explica que, em pequenas quantidades, o álcool pode até ajudar pessoas tímidas a se sentirem mais desinibidas. E homens que sofrem de ejaculação precoce podem ter um melhor desempenho sexual se beberem um pouquinho, pois se sentirão mais confiantes.

Alguns homens com ejaculação precoce experimentam a melhora do desempenho com pequenas doses, porque o problema está muito ligado a ansiedade. Mas tem que ficar claro que isso não pode ser encarado como um tratamento.

Bebendo demais, no entanto, quando o homem bebe além da conta é quase certo que terá dificuldade de conseguir uma ereção. Pode, em alguns casos, conseguir “o meio termo”, que vai influenciar negativamente na qualidade do sexo, diz o urologista. - A ingestão de bebida alcoólica em excesso é prejudicial para a atividade sexual de qualquer indivíduo. Primeiro porque, no ponto de vista funcional, o álcool tem a propriedade de prejudicar a ereção do pênis porque ocorre uma depressão do sistema nervoso central e, com isso, um prejuízo da neurotransmissão do sinal do cérebro para o pênis.

Não há como quantificar a dose ideal de álcool nos homens, orienta Gromatzky, porque os efeitos são individuais. Mas vale ficar atento quanto aos reflexos e a mobilidade, que devem estar bons. Caso contrário, haverá dificuldades reais de conseguir terminar o sexo sem uma ejaculação precoce.

Nas mulheres, o álcool tem efeito semelhante. Quando o uso é moderado (duas doses de alguma bebida alcoólica, geralmente), pode haver um processo de euforia, que provoca desinibição e as ajudam a se aproximar de pretendentes.

Mas, ao passar disso, o efeito se torna contrário, explica a ginecologista e sexóloga Glene Rodrigues, do Hospital Pérola Byington. - Beber um pouco de álcool pode excitar e isso se estende ao sexo. Mas se beber demais, ou usar drogas, que mexem com o sistema nervoso, o efeito vai inibir a sexualidade porque diminui os reflexos. E ainda atrapalha a libido porque deprime toda a questão sensorial.

A embriaguez para ambos os sexos causa traz ainda o perigo de infecção por DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) em relações sexuais sem proteção. Por isso, manter a consciência é importante na hora de usar e exigir o uso da camisinha.

É fatal: em poucas horas ou, no máximo, em alguns dias, o organismo começa a responder aos excessos. Para dar mais pique e, ainda, garantir mais sexo à noite, é comum alguns homens recorrerem a alimentos e bebidas estimulantes. A garantia de que eles deem uma turbinada no sexo é puro mito, de acordo com o urologista Wagner de Ávila. Ele explica que tanto as bebidas energéticas, quanto a catuaba, o ginseng, o guaraná e mesmo os ovos de codorna ou de pato misturados com cerveja preta não influenciam no vigor sexual.

- Isso é um mito popular. A questão é que esses alimentos têm um valor calórico altíssimo, que faz com as pessoas aguentem fazer exercícios e pularem por mais tempo. Mas não há evidências de que isso melhore o sexo e nem que faça mal. Ele dá como exemplo o amendoim e o azeite. - O amendoim é óleo puro e, assim como o azeite, vai ficar na corrente sanguínea por mais tempo, impedindo a taxa de glicose cair, e o efeito do álcool aparecer. Por isso a pessoa demora mais para ficar de fogo.

Quanto a alimentação ,a regra é a mesma para o prato: certos alimentos, como carboidratos, ajudam a manter o pique, já que são ricas fonte de glicose. Mas se comer demais, em especial os alimentos mais gordurosos (frituras e feijoada), eles podem ser bastante prejudicial ao desempenho. Afinal, quem consegue ter uma boa relação com estômago cheio, azia, gastrite e flatulência?

Uma saída é beber bastante água e apostar em alimentos leves, sem muito sal e condimento, para evitar a desidratação causada pelo álcool. A falta de glicose extraída pela bebida pode causar hipoglicemia, queda de pressão e, por consequência, desmaios.

A ginecologista também recomenda que as mulheres não segurem o xixi, para evitar infecção urinária. Esse tipo de infecção tende a ser impulsionada pelo sexo, já que a relação pode transferir bactérias, que geralmente são eliminadas pela urina, de fora para dentro do canal vaginal. Um de seus sintomas é ardor durante a relação e ao urinar. - O ideal é a mulher ir ao banheiro a cada duas horas para evitar infecção urinária, ainda mais se ela tiver relações sexuais. Se ela ficar segurando aumenta o risco de infecção.

No primeiro sinal de falta de ereção, recorrer ao remédio contra disfunção erétil pode ser uma ideia. Mas a solução pode cair por terra, principalmente se a causa da dificuldade for a bebida. Para fazer efeito, o remédio precisa de um fator que estimule a ereção. Quando o homem está alcoolizado, no entanto, esses estímulos tendem a ser menores do que quando está sóbrio, e a mecânica da ereção é alterada.

O estímulo sexual faz com que o cérebro mande um sinal para o pênis, que é transmitido por um neurotransmissor chamado óxido nítrico. Quando esse neurotransmissor entra em contato com a célula erétil do pênis, faz com que dentro dela ocorra o aumento de uma substância chamada GMP cíclico, responsável pela ereção.
Como contrapeso, uma enzima chamada fosfodiesterase, localizada no corpo cavernoso do pênis, destrói o CMP depois de um tempo, fazendo com que a célula volte ao repouso e o pênis volte a ficar flácido. É nessa região que o remédio funciona, prolongando a ereção.

Se o homem está alcoolizado e vê uma pessoa que ele ache atraente, o cérebro não processa na mesma velocidade a informação nem com a mesma intensidade, podendo prejudicar a ereção. Ao passo que ele não terá estímulo por uma pessoa que não ache realmente atraente.

O remédio não é um indutor de ereção, é um facilitador. Ou seja, a diferença é que há necessidade de haver estímulo. Se não houver, o remédio não funciona. Tanto que se o individuo tomar o remédio e em vez de transar for trabalhar, ele não tem uma ereção.

Nenhum comentário:

Postar um comentário