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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Trabalhadores da Petrobrás na Bahia apresentam dois novos casos de leucemia devido à exposição de benzeno.



Um petroleiro lotado na U-30 da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) encontra-se internado no Hospital Aliança e os médicos confirmam a ocorrência de leucemia devido à exposição aguda ao composto químico orgânico benzeno.

Recentemente, outro lotado na Estação de Compressores de Miranga /UO-BA, foi submetido ao coma induzido após apresentar quadro de leucemia aguda, encontrando-se internado em UTI. Os casos engrossam a lista de trabalhadores incapacitados ou mortos devido à exposição aguda a benzeno.

Segundo o coordenador geral do Sindipetro Bahia, Paulo César, há anos a direção do sindicato chama a atenção da Petrobras para os graves problemas que vitimam os trabalhadores, enquanto a empresa tenta manipular as leis e se nega a pagar os direitos trabalhistas.

Não obstante óbitos, os casos de leucemia e as inúmeras incapacitações, ainda segundo a entidade sindical, a Petrobras nada faz para evitar os vazamentos e exposições.

Na U-30, os trabalhadores são submetidos a percentual médio de 4% de benzeno, muito acima do tolerado. Paulo César afirma que "para a empresa, a vida humana só serve para gerar lucro. A Petrobras se nega a reconhecer a exposição, nega a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e só reconhece os direitos assegurados após recurso na justiça".

O médico da RLAM, Roberto Góes, esteve na manhã desta segunda (12) no Hospital Aliança e juntamente com o médico Luiz Catto conversaram sobre o caso do petroleiro internado.

Nesta quarta (14), segundo Góes, chegam do Rio de Janeiro dois médicos especialistas em benzeno da Petrobras para avaliarem o diagnóstico já confirmado de leucemia mielóide ocupacional. Diante do agravamento da situação, a direção do Sindipetro Bahia emitiu nota informando que "não vai mais tolerar a omissão da empresa". Na próxima quinta (15), a direção reúne a assessoria médica e jurídica para avaliar a questão.Valdemir Santos foi exposto ao percentual médio de 4% de benzeno na U-30 RLAM, desenvolveu tumor no cérebro e há dois anos veio a óbito ainda jovem. O caso não teve a CAT emitida e a Petrobras sequer reconheceu a exposição a benzeno como causa da doença que o levou à morte.

Paulo Santiago era lotado na U-30/RLAM, e teve problemas na medula. Seu caso inicialmente foi registrado sem a emissão de CAT. Submetido a transplante, veio a ser aposentado por invalidez e hoje vive com restrições de locomoção e uma gama de outros problemas. Para ter seus direitos assegurados está recorrendo à justiça.

O diretor sindical Edson Almeida lembra entre os colegas mortos – Duarte (U-06), Pestana (Cafor), Caetano (SETRAE), Fonseca (U-06 SMS-SI) - e “um cem número de aposentados sofreram e morreram no anonimato e suas famílias sequer desconfiam da exposição”.

Já o diretor de Seguridade do sindicato, Carlindo de Santana, cobra um aprofundamento nas investigações. “Precisamos dar tratamento sério ao assunto e apoio àqueles que contraíram "doenças" e peregrinam pelos corredores dos tribunais para verem seus direitos reconhecidos”, diz. 

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