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sábado, 10 de dezembro de 2011

Sem Reino Unido, UE fecha acordo para tentar acabar com a crise e recebe elogios dos EUA.



Os Estados Unidos saudaram nesta sexta-feira os progressos obtidos para se enfrentar a crise da dívida na zona do euro, ao final da cúpula da União Europeia (UE) em Bruxelas, cujo objetivo foi reforçar a disciplina fiscal do bloco. O acordo não contou com a participação do Reino Unido, país que se opôs ao novo pacto fiscal e medidas de controle mais rígidas.

"Houve um progresso razoável e isto é uma boa coisa", afirmou o porta-voz da Casa Branca Jay Carney, na primeira reação dos Estados Unidos à cúpula de Bruxelas, onde foram acertadas medidas para endurecer a política fiscal e salvar a zona do euro.

"No final das contas, é um problema europeu que precisa de uma solução europeia. Pensamos que devem agir de forma decidida para resolvê-lo, mas há progressos".

Os líderes europeus reunidos em Bruxelas obtiveram na sexta-feira um acordo para reforçar a disciplina fiscal da zona do euro, com o objetivo de salvar a moeda única, mas fracassaram em incluir tal objetivo no Tratado dos 27, devido à oposição do Reino Unido.

Carney se negou a comentar as divergências entre Londres e os demais países da UE.

Os europeus também anunciaram sua intenção de reforçar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que possa ajudar a zona do euro, mas Carney recordou que os Estados Unidos não têm qualquer intenção de aumentar sua contribuição ao Fundo.

Ele reiterou que Washington controlará muito atentamente os eventuais empréstimos que o FMI venha a conceder a qualquer país europeu, cuidando especialmente para que isto não prejudique a base financeira do organismo internacional.

Todos os países da União Europeia, salvo o Reino Unido, devem aderir finalmente ao pacto fiscal acordado nesta sexta-feira na reunião de cúpula em Bruxelas para prevenir novas crises.

"Os chefes de Estado ou de governo da Bulgária, da República Tcheca, da Dinamarca, da Hungria, da Letônia, da Lituânia, da Romênia e da Suécia indicaram a possibilidade de participar deste processo, após consultar seus Parlamentos, caso seja necessário", afirma a secretaria do Conselho Europeu, em uma declaração divulgada hoje.

Depois de mais de dez horas de reunião, concluída na madrugada desta sexta-feira, circulou a informação de que Reino Unido e Hungria teriam se oposto a subscrever o dito pacto fiscal, enquanto Suécia e a República Tcheca pediam mais tempo para consultar seus respectivos Parlamentos antes de tomar uma postura definitiva.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, se negou categoricamente na quinta-feira a aceitar a reforma dos tratados proposta pelo eixo franco-alemão para evitar um endurecimento da regulação sobre o setor financeiro de Londres.

"Esses países aceitaram renunciar a alguns elementos de sua soberania nacional, do controle sobre seus próprios orçamentos, para que a zona do euro funcione de maneira mais satisfatória", defendeu o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague,. "O Reino Unido não está na zona do euro, não vamos ceder mais soberania nesta matéria e nenhuma outra".

Com a recusa do Reino Unido, a UE teve de aceitar uma divisão para adotar as normas de disciplina orçamentária.

Os líderes --que estiveram reunidos até as 5h da madrugada-- fizeram acordos como acelerar em um ano a entrada em vigor do fundo de resgate permanente e dotar o FMI (Fundo Monetário Internacional) com 200 bilhões de euros (cerca de US$ 270 bilhões) para ajudar países em crise.

Nesta sexta-feira, os 27 --aos quais se soma a Croácia, com status de observador, após a assinatura da adesão-- devem fechar os últimos detalhes dos acordos econômicos de quinta-feira e abordar temas externos, como a resposta ao programa nuclear iraniano e a aproximação de países como a Sérvia e Montenegro à UE.

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