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sábado, 17 de dezembro de 2011

Novembro tem recorde de denúncias de bichos maltratados em SP.




O serviço Disque-Denúncia do estado de São Paulo recebeu em novembro o maior número de ligações no ano sobre maus-tratos contra animais --foram 265. Pela primeira vez em 2011, este tipo de crime foi o quarto mais denunciado ao serviço.

Os bichos maltratados ficaram atrás de tráfico de drogas (5.325 denúncias), jogos ilegais (1.046) e maus-tratos contra crianças (467). Mas foram mais denunciados do que crimes como maus-tratos contra idosos, roubos e homicídios.

Para Andreia Baptista, do Instituto São Paulo Contra a Violência, responsável pelo Disque-Denúncia, a repercussão de histórias como a do rottweiler Lobo, que foi arrastado por um carro em Piracicaba, e de Titã, o cãozinho encontrado enterrado em Novo Horizonte, ajudam a aumentar o número de denúncias.

"A sociedade já vem denunciando, mas esses casos que apareceram deram um 'boom' maior", diz.Segundo o instituto, foram 2.205 denúncias recebidas em 2011 e 57 casos resolvidos. A ONG afirma que muitos casos são denunciados mais de uma vez e que, em alguns, as investigações ainda não terminaram. As denúncias recebidas pelo serviço são encaminhadas para a polícia.

Para Marco Ciampi, presidente da Arca Brasil, ONG de proteção aos animais, o maior número de denúncias mostra que "a sociedade está sensível e cobrando por Justiça, por um maior rigor nesses crimes". "Entendemos que as leis carecem de rigor", diz.

Ciampi também destaca o papel das redes sociais na denúncia destes crimes. "Hoje, quando acontece algo lá no interior de Goiás, pelos mecanismos de divulgação você tem acesso a isso no mesmo momento nas grandes capitais, onde a formação de opinião é feita."Além das crueldades contra animais, o Disque-Denúncia destaca o número de ligações recebidas tratando de maus-tratos contra crianças e contra idosos, respectivamente em terceiro e quinto lugar entre as denúncias mais recebidas.

"Os três se referem à violência doméstica, que é subnotificada, pois, principalmente nos casos que envolvem crianças, a vítima muitas vezes não sabe que está sofrendo violência. Com as denúncias a gente consegue chegar a problemas que estão dentro das casas das pessoas", diz Patrícia Nogueira, coordenadora de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência.

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