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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Grécia cancela referendo e votação crucial no parlamento definira destino de primeiro ministro.



O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, enfrenta um incerto voto de confiança nesta sexta-feira, depois que seu plano de convocar um referendo sobre a ajuda externa ao país saiu pela culatra. O partido dele, o socialista Pasok, tem uma tênue maioria na assembleia: 152 deputados do total de 300, e pelo menos um dos aliados ameaçou não apoiá-lo. A votação está prevista para a meia-noite no horário local (20h em Brasília).

Confrontado com uma revolta em seu próprio partido e forte pressão internacional, Papandreou desistiu ontem do referendo sobre o acordo assinado pela Grécia para obter ajuda da União Europeia. O pacote de resgate prevê um aporte de 130 bilhões de euros e um calote de 50% da dívida com os bancos gregos, o equivalente a 100 bilhões de euros.

Mesmo se o governo socialista sobreviver à votação no fim da noite no Parlamento, os dias de Papandreou parecem estar contados depois dos pedidos da oposição, e até de aliados, por sua renúncia. Também, segundo fontes do governo, há um acordo com a base do seu governo pelo qual o premiê renunciaria após negociar uma coalizão com os rivais conservadores.

Boa parte da Grécia e muitos líderes europeus reagiram com assombro depois que Papandreou anunciou, na segunda-feira, que submeteria o plano de resgate à aprovação do povo grego. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, alertaram Papandreou que a Grécia ficaria sem a próxima parcela do primeiro pacote de resgate, estimada em 8 bilhões de euros, até decidir se aceitaria um segundo resgate.

No fundo, o eventual referendo serviria para decidir se a Grécia permaneceria na união monetária europeia ou se seria expulsa para preservar o euro, a moeda comum dos 17 países que formam a zona do euro.

Após dias tumultuados na política do país, as chances de um referendo ser feito caíram para zero na quinta-feira. Papandreou propôs desistir da ideia se a oposição conservadora apoiar a ajuda externa no Parlamento. O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, foi taxativo ao afirmar que não existe mais a chance de ser realizado o referendo.

Antes de desistir da votação popular e de aceitar entregar o cargo, o premiê ainda lutou pelo poder. Rejeitou o pedido da oposição para que abrisse caminho para um governo provisório com apenas duas tarefas: aprovar o resgate internacional no Parlamento sem referendo e convocar eleições antecipadas.

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