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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

1% do resgate bancário global serviria para dar cabo da fome no mundo.



[Traduzido do Diário Liberdade] Hoje, como cada dia, morrerão de fome 24.000 pessoas em um mundo onde 3.500 milhões de pessoas, metade da humanidade, sobrevivem na pobreza.

Custa dois dias e cinco reuniões decidir uma nova guerra na Líbia, mas está custando várias décadas o assumir um custo que está fixado desde faz muito como objetivo: 50.000 milhões de dólares. Esse é o dinheiro que o PNUD (Programa das Nações para o Desenvolvimento) estabeleceu como necessário para erradicar a fome no mundo.

50.000 milhões de dólares que representam só 1,08% do que os estados já investiram no resgate bancário desde 2007: 4,6 biliões de dólares. 92 vezes mais do que faz falta para erradicar a fome no mundo.

Habituados e habituadas a falar sempre de extrema pobreza, a extrema riqueza também tem uma contabilidade mais que eloquente: 0,9% da humanidade detém 39% da riqueza mundial.

1,3% de seus rendimentos serviria per erradicar, novamente, a fome no mundo. Idêntica comparação merece a despesa militar mundial, situado em recordes históricos de 1,6 biliões de euros: 4% séria suficiente para pôr fim à fome no mundo.

Só durante o ano 2009, o número de pessoas multimilionárias passou de 793 para 1.011, enquanto sua fortuna total passava de 2,4 para 3,6 biliões de dólares.

De fato, segundo dados de 2004, a riqueza das três fortunas individuais maiores do planeta equivaliam ao PIB dos 48 estados mais pobres do mundo.

Mais um dado: 1% da população mundial tem uma renda anual equiparável aos 57% da humanidade. A desigualdade reproduz-se no abismo da fenda Norte-Sul, entre os países enriquecidos e empobrecidos pelo capitalismo. 20% rico do planeta absorve hoje 83% do PIB mundial. 20% mais pobre tão só tem 1%.

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