Início Fotos Orkut TV Blog Fale Conosco Cadastre-se

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Brasil espera alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidades federais até 2014, afirma Dilma.



A presidenta Dilma Rousseff afirmou na quinta feira (22/06/2011) que o governo tem como meta alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidade federais até 2014.

Na semana passada, foi anunciada a criação de quatro unidades em estados do Norte e do Nordeste. Com a expansão, a rede federal passa a contar com 63 universidades.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou o anúncio como um passo importante na terceira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação, formada por universidades federais e também por Institutos Federais de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia (Ifets).-“Estamos criando condições para formar engenheiros, médicos, agrônomos, professores, dentistas e técnicos das mais diversas especializações, em municípios dos mais diferentes tamanhos, em todas as regiões”, afirmou a presidenta.

Dilma lembrou que cidades com mais de 50 mil habitantes foram priorizadas na escolha dos locais para as universidades. Segundo ela, tratam-se de microrregiões onde não existiam unidades da rede federal, sobretudo no interior do país.

Também foram considerados municípios com elevado percentual de pobreza e com mais de 80 mil habitantes, mas onde as prefeituras têm dificuldade de investir em educação.- “Antes, para realizar o sonho de ter uma profissão, o jovem tinha que sair de casa, viajar para estudar na capital ou nos grandes centros urbanos. Agora, o ensino universitário, o ensino tecnológico está indo onde o cidadão mora ou nas suas vizinhanças”, explicou.

Para a presidenta, um salto na educação brasileira pode contribuir para o enfrentamento da crise econômica que atinge países como os Estados Unidos e os da União Europeia. - “Temos que ter consciência de que estamos vivendo uma situação mundial de muitas turbulências lá fora. Estamos preparados para atravessar esse momento de instabilidade econômica mundial, mas não podemos descuidar. Temos que enfrentar os desafios de hoje sem tirar os olhos do amanhã.”

Em Blumenau, população protesta ao MEC por federalização de Faculdade Municipal- O anúncio da expansão da rede de ensino superior , e da criação das quatro novas universidades federais na Bahia, Pará e Ceará – feito pelo Ministério da Educação (MEC) no ultimo dia 16 do mês passado – trouxe clima de velório e protesto para aqueles que torciam, no Vale do Itajaí (SC), pela transformação da Furb (Universidade Regional de Blumenau) na Universidade Federal do Vale do Itajaí, a UFVI.

No discurso do ministro Fernando Haddad, a única promessa foi criar um campus da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) no município, algo um tanto aquém das expectativas da comunidade da região, a única do estado a não contar com ensino superior gratuito.

Mas a tarde reservava uma reviravolta: em reunião em Brasília com a secretaria executiva do MEC, membros do Comitê Pró Federalização da FURB, o prefeito da cidade, João Paulo Kleinubing, deputados catarinense e os reitores da FURB, João Natel, e da UFSC, Álvaro Prata, conseguiram levar o MEC a repensar a decisão anunciada pela manhã.

Os argumentos do grupo foram reforçados pela passeata realizada em 12/06/2011, em Blumenau, envolvendo mais de 6 mil pessoas, e pelas quase 30 mil adesões ao grupo “Sou Pela Furb Federal” no Facebook, que incentivou o envio em massa de e-mails para o gabinete da presidente Dilma Rousseff o para o MEC. “A nossa manifestação, nas ruas e na Internet, mudaram o entendimento de Brasília sobre a nossa causa. Depois das más notícias da manhã, conseguimos voltar ao jogo e garantir o direito de discutir a implantação de um campus em Blumenau”, afirmou o presidente do sindicato da Furb, Tulio Vidor, integrante do Comitê Pró-Federalização.

Para a entidade, construir apenas um novo campus na cidade não fara sentido. “Uma nova instituição sairia mais caro para o governo e levaria décadas para oferecer o que a Furb já oferece”, explica Vidor.

A Universidade Regional de Blumenau, que pertence ao município mas cobra mensalidades para se manter, conta atualmente com 11 mil alunos, mas tem capacidade para dobrar o número. A reivindicação pela federalização da FURB já acontece na região há quase uma década, e avançou bastante após a visita de Dilma à cidade, em junho, para inaugurar um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário