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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pacientes renais do DF que precisam de segundo transplante poderão fazer cirurgia no Hospital da UNB.




A partir de agora, pacientes que já realizaram transplante renal e necessitam de novo transplante terão uma segunda chance de serem atendidos pelo sistema público de saúde sem se deslocar do Distrito Federal. Além destes pacientes, os que tem risco imunológico aumentado, antes encaminhados para São Paulo ou outros Estados, também poderão ser atendidos no HUB.

Isto, porque, o HUB passou a contar com uma nova medicação, a Timoglobulina, que permite o transplante renal para pacientes com maior probabilidade de rejeição.

“Apenas casos de pacientes com alto risco de rejeição serão encaminhados para fora do DF, porque há poucos centros no país capacitados para atender estes casos”, afirma o coordenador de transplante renal do HUB, nefrologista Giuseppe Cesare Gatto.

Na maioria dos casos, até então, os usuários que procuravam este atendimento na rede pública tinham que se deslocar do DF, tendo a possibilidade de utilizar o programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Com a chegada deste medicamento o serviço é encaminhado, via Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por meio da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO). O TFD é um benefício definido por portaria do governo federal, que tem por objetivo fornecer auxílio a pacientes atendidos pela rede pública ou conveniados/contratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a serviços assistenciais de outro Município ou Estado, desde que esgotadas todas as formas de tratamento de saúde na localidade em que o paciente reside.

Segundo Giuseppe, na atualidade, há uma fila de espera de 140 pacientes no Distrito Federal aguardando por transplante renal.

- Não temos uma definição do número de transplantes que realizamos por mês porque dependemos de um doador falecido em condições para que se possa fazer um transplante. Por mês, temos agendados dois transplantes de doadores vivos.

De acordo com o nefrologista, a doação de órgãos no DF tem um número bastante aceitável. “O DF é o quarto do país em número de doadores, mas sempre há espaço para melhorar este trabalho, sobretudo no que diz respeito à estrutura”.

Giuseppe ressalta que o transplante renal é uma das cirurgias mais complexas no campo da urologia e afirma que “o grande problema não é a intervenção em si, mas o preparo do paciente e o acompanhamento dele após a cirurgia.

Chefe do Centro de Transplantes de Órgãos e Tecidos do HUB, Rômulo Maroccolo, ressalta que “a cirurgia é mais uma iniciativa que reforma a condição do HUB como hospital terciário, por oferecer um atendimento complexo para a população”.

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