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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

No Rio,enquanto OSs pagam R$ 4.500 a médicos , prefeitura propõe R$ 1.504 p/concursados. Cremerj "recomenda" boicote a concurso.




O Cremerj (Conselho Regional de Medicina no Rio) prega o boicote a um concurso para médicos aberto pela Prefeitura do Rio este mês. Para a entidade, o salário "é uma afronta" à categoria.

De acordo com o edital, foram abertas 1.700 vagas para médicos, com salário de R$ 1.504 --somado aos benefícios, o valor chega a R$ 1.915.

Para a presidente do conselho, Márcia Rosa de Araújo, o objetivo do município é esvaziar o concurso para ampliar a terceirização no setor. - "Eles fazem essa proposta para poderem dizer que fizeram o concurso e ninguém quis. A intenção é desacreditar o concurso público e o movimento médico", disse ela, que prefere chamar a campanha de "recomendação", e não boicote.

A Secretaria Municipal de Saúde se limitou a dizer que "a remuneração pode sofrer alterações, em função do acréscimo de gratificações".

A pasta não quis comentar a "campanha" do Cremerj.

Já as "OSs" (Organizações sociais) contratadas pela prefeitura para gerir as novas "clínicas da família" pagam um salário de R$ 4.500 para a mesma carga horária das vagas oferecidas pelo edital.

- "Na contratação de OS, cooperativas, você não sabe se vai receber no fim do mês, se vai ter carteira assinada ou não. É a precarização total do vínculo empregatício do médico", afirmou Araújo. O concurso abriu 1.700 vagas para médicos e 880 para auxiliar de enfermagem.

- "Esse concurso é muito esperado pelos médicos. Mas o salário é irrisório. É uma afronta para a categoria médica. É um embuste e uma farsa", disse Araújo.

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