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domingo, 21 de agosto de 2011

Líbia : Rebeldes da oposição combatem forças de Kadafi em Trípoli e ditador conclama partidários a resistir.



Em meio ao avanço de tropas rebeldes, que já cercam Trípoli, e confrontos registrados em vários bairros da capilal líbia entre forças positores e do governo, o ditador Muamar Kadafi pediu no início deste domingo a seus partidários que "marchem aos milhões" para pôr fim ao que chamou de "farsa".

"É preciso acabar com esta farsa. Vocês devem marchar aos milhões para libertar as cidades destruídas" controladas pela rebelião, declarou o coronel Kadafi em uma mensagem sonora divulgada pela televisão líbia.

O ditador chamou os rebeldes de "traidores e ratos", que "profanam as mesquitas", "agentes de (presidente francês Nicolas) Sarkozy, que quer o petróleo líbio".
"Mas o povo líbio não permitirá que a França tome seu petróleo ou deixe a Líbia para os traidores", disse.

Controlada com mão de ferro pelo ditador, a capital líbia, seu último quartel-general, virou palco dos confrontos que já duram seis meses no restante do país, no que os rebeldes dizem ser o início do ataque a Trípoli.

No fim da noite, um porta-voz de Kadafi disse, na TV estatal, que tropas da oposição se infiltraram na capital líbia em "pequenos grupos de poucas dezenas". Alguns rebeldes foram presos, afirmou o porta-voz.

Um dos comandantes dos rebeldes em Benghazi, quartel-general dos opositores de Kadafi, o coronel Fadlallah Haroun revelou à TV al-Jazeera que os ataques da noite deste sábado marcavam o início da Operação Mermaid - apelido dado à capital líbia -, coordenada em conjunto com a Otan, que bombardeou a capital durante todo o dia. O avanço à capital ganhou força horas antes, quando os rebeldes tomaram Zawiya, a apenas 50 quilômetros a Oeste de Trípoli. Na sexta-feira, as tropas de oposição já haviam conquistado as refinarias daquela região.

Os confrontos respingaram até mesmo para além da fronteira tunisiana. Forças Armadas daquele país batalharam, na madrugada de ontem, contra homens armados que avançavam em carros sem placa. Não foi divulgado se os invasores eram ou não partidários de Kadafi.

A conquista de Zawiya isolou as tropas do ditador posicionadas próximo à fronteira com a Tunísia e pôs uma pressão sem precedentes sobre ele. Oficiais de inteligência da Casa Branca consideram que é uma questão de dias para Kadafi deixar o governo. As deserções de figuras do primeiro escalão contribuíram para aumentar os boatos de que ele mesmo estaria tentando deixar o país.

Segundo uma fonte do governo tunisiano, o ministro do Petróleo da Líbia, Omran Abukraa, está no país vizinho. Abukraa viajou para a Itália em missão oficial e teria decidido não voltar a Trípoli.

Na madrugada de sábado, Abdel Salam Jalloud, personagem fundamental no golpe que pôs Kadafi no poder, em 1969, e número 2 de seu governo durante 20 anos, aderiu aos rebeles. No início da semana, o ministro do Interior, Nassr al-Mabrouk Abdullah, deixou o país com sua família em um jato particular, aterrissando horas depois no Cairo.

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